A Sulamita de Cânticos dos Cânticos é a personagem principal do livro. A referência a sua origem aparece em Ct 7,1. Segundo alguns estudiosos sua referência em Ct pode ser uma alusão à jovem sunamita escolhida para aquecer o Rei Davi em sua velhice, que é descrita como mulher jovem e formosa. A Sulamita de Ct é chamada de amada e é descrita como a mais formosa entre todas as mulheres, ou a mais bela das mulheres. Nas palavras da Sulamita, ela mesma se descreve como uma mulher morena e formosa. A alusão a sua cor morena foi fruto do trabalho, que seus irmãos a obrigaram fazer, ao guardar suas vinhas. Mas o que importa no livro de Cânticos dos Cânticos não é apenas o físico, embora em Ct a descrição física da Sulamita seja uma das mais belas comparações feitas com alguns dos elementos mais bonitos encontrados na natureza. O importante que é preciso ressaltar é sua coragem e a fidelidade ao amado. Ela não se deixa aprisionar pelas convenções da época e sai em busca do amado, e o procura incessantemente. A sua fidelidade ao amado faz dessa mulher um modelo de esposa companheira, que dá livremente seu amor ao amado. Amor esse que é recíproco.>>>>> PREFÁCIO DO LIVRO
12 junho 2016
11 junho 2016
LIVRO - PECADO ORIGINAL
“Pecado Original” refere-se ao
pecado de Adão em comer da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal e seus
efeitos sobre o resto da raça humana desde então, principalmente seus
efeitos em nossa natureza e nosso relacionamento com Deus, até mesmo
antes de termos idade suficiente para cometer pecado conscientemente.
Veja a seguir as três opiniões diferentes que tentam explicam seu
efeito:
Pelagianismo: O pecado de Adão não teve nenhuma influência sobre as
almas de seus descendentes além de, através de seu exemplo pecaminoso,
encorajar outras pessoas a também pecar. De acordo com essa opinião, o
homem tem a habilidade de parar de pecar se ele quisesse. Esse ensino
vai de encontro a várias passagens que ensinam que o homem é um escravo
do pecado (quando longe da intervenção de Deus) e que suas boas obras
são “mortas”, quer dizer, sem nenhum valor para ganhar o favor de Deus
(Efésios 2:1-2; Mateus 15:18-19; Romanos 7:23; Hebreus 6:1; 9:14).
Arminianismo: Os arminianos acreditam que o pecado de Adão resultou no
resto da humanidade herdando uma tendência a pecar chamada de “natureza
pecaminosa”. Essa natureza pecaminosa nos leva a pecar da mesma forma
que a natureza de um gato o leva a miar – ocorre naturalmente. De acordo
com essa opinião, o homem não pode parar de pecar sozinho, por isso
Deus dá uma graça universal, a qual o capacita a parar. Essa graça é
chamada de graça preveniente. Também de acordo com essa opinião, não
somos responsáveis pelo pecado de Adão, apenas os nossos. Esse
ensinamento vai de encontro ao tempo verbal escolhido para “...todos
pecaram” em Romanos 5:12 e também ignora o fato de que todos sofrem a
punição do pecado (morte) mesmo quando não pecaram de uma forma
semelhante à de Adão (1 Coríntios 15:22; Romanos 5:14-15,18). Além
disso, a Bíblia não ensina em lugar nenhum a doutrina de graça
preveniente.
Calvinismo: O pecado de Adão resultou não só na nossa natureza
pecaminosa, mas também em culpa diante de Deus, pelas quais merecemos
punição. Ser concebido com o pecado original sobre nós (Salmos 51:5)
resulta em nós herdando uma natureza pecaminosa tão perversa que
Jeremias 17:9 descreve o coração humano como “enganoso ... mais do que
todas as coisas, e perverso”. Adão foi não só culpado por causa do seu
pecado, mas sua culpa e punição (morte) pertencem a nós também (Romanos
5:12,19). Há duas opiniões sobre por que Deus deve enxergar a culpa de
Adão como pertencente a nós também. A primeira afirma que a raça humana
fazia parte de Adão em forma de semente; portanto, quando Adão pecou,
pecamos nele. Isso é semelhante ao ensino Bíblico de que Levi (um
descendente de Abraão) pagou dízimos a Melquisedeque em Abraão (Gênesis
14:20; Hebreus 7:4-9), apesar de que Levi não nasceu até centenas de
anos mais tarde. A outra opinião é de que Adão serviu como nosso
representante e como tal, quando ele pecou, tornamo-nos culpados também.
A opinião Calvinista enxerga o homem como incapaz de ter vitória sobre o
seu pecado, exceto sob o poder do Espírito Santo. Esse poder só é
possuído quando alguém arrepende-se do seu pecado e vira-se para Cristo
em total dependência dEle e Seu sacrifício expiatório na cruz. Um
problema com essa opinião é como explicar como bebês e aqueles que são
incapazes de cometer pecado de forma consciente são salvos (2 Samuel
12:23; Mateus 18:3; 19:14), já que eles também são responsáveis pelo
pecado de Adão. Millard Erickson, autor de Teologia Cristã, acha que
essa dificuldade é resolvida da seguinte maneira: “Há uma posição
(opinião) que….preserva o paralelismo entre nós aceitando o trabalho de
Cristo e o de Adão (Romanos 5:12-21), e ao mesmo tempo destaca de forma
mais clara nossa responsabilidade pelo primeiro pecado. Somos
responsáveis e culpados quando aceitamos ou aprovamos a nossa natureza
corrupta. Há um momento na vida de cada um de nós quando nos tornamos
cientes de nossa própria tendência a pecar. Naquele ponto, podemos
abominar a natureza pecaminosa que tem estado presente todo aquele
tempo.... e arrepender-nos dela. Pelo menos haveria uma rejeição do
nosso pecado. Mas se submeter-nos à natureza pecaminosa, estamos na
verdade dizendo que ela é boa. Ao estabelecer nossa aprovação de uma
forma tácita da corrupção, estamos também aprovando ou concordando com a
ação no Jardim do Edén de tanto tempo atrás. Tornamo-nos culpados
daquele pecado sem termos ainda cometido um pecado próprio”.
A opinião Calvinista do pecado original é a mais consistente com o que a
Bíblia ensina e “pecado original” pode ser definido como “aquele pecado
e sua culpa que todos nós possuímos aos olhos de Deus como resultado
direto do pecado de Adão no Jardim do Éden”.
PREFÁCIO DO LIVRO
LIVRO - A ESCOLHA
A
reencarnação, um dos princípios básicos do Espiritismo, é, ao mesmo
tempo, fator explicativo para as diferenças que atingem as pessoas no
contexto social, bem como esperança diante dos desafios que a vida
terrena oferece. Tem por
finalidade desenvolver a inteligência e é uma oportunidade de prova,
expiação ou missão. Sobretudo, ela leva ao progresso espiritual e à
participação na obra da criação. Tudo
começa com um estado de transição, em que o espírito passa por um
momento de e perturbação e perda gradativa da consciência de si mesmo.
Este é um estágio preparatório para o nascimento. A infância, que vai do
nascimento à puberdade, é um período de repouso do espírito, que nessa
fase está mais acessível às
impressões que recebe. Para os pais esse é o momento de imprimir
conceitos e orientações capazes de auxiliarem o adiantamento deste que
se lhe apresenta como filho ou filha. O diálogo é insubstituível no
processo educativo. E a par da educação do corpo é fundamental educar a
alma. Esse período exige muito dos pais diante do compromisso aceito na
espiritualidade de receber filhos na Terra. Embora
a criança apresente, geralmente, um estado de inocência e de
fragilidade, é um espírito necessitado de orientação e amparo. Não se
veem crianças dotadas dos piores instintos? Donde provirão instintos tão
diversos em crianças da mesma idade, educadas em condições idênticas e
sujeitas às mesmas influências? A
infância representa um período acessível aos conselhos. A delicadeza da
idade infantil torna a criança branda e receptiva aos conselhos da
experiência dos pais. É um período em que se pode reformar e reprimir os
maus pendores. Tal o dever que Deus impôs aos pais, missão sagrada de
que terão de prestar contas. A
reencarnação atesta a justiça divina oferecendo oportunidade de
encontros e reencontros educativos através dos quais se cumpre a lei de
causa e efeito e, sobretudo, é o caminho que leva a Deus.
PREFÁCIO DO LIVRO
LIVRO - VIVER DE NOVO - REENCARNAR
A Doutrina
Espírita trabalha atualmente com a hipótese de que o processo reencarnatório
envolve conceitos de missão, provação, expiação e karma.
Vale ressaltar que no
entendimento atual da Doutrina, os processos reencarnatórios apresentam facetas
desses quatro conceitos, mas que algumas reencarnações podem apresentar o
predomínio de algumas dessas características. Eles não são consequência de uma
interferência ou controle externo ao espírito reencarnante, descartando-se
portanto qualquer ideia de castigo, punição ou recompensa. Eles são decorrentes
da lei de causa e efeito e das condições de equilíbrio e harmonia do espírito. Missão é a situação na qual o
espírito reencarnante aplica conhecimentos internalizados a favor de uma pessoa
ou do grupo de sua convivência. Provação é a situação na qual o conhecimento em
processo de acomodação e internalização deve ser vivenciado; é a situação na
qual o espírito é desafiado ao limite de seu conhecimento. Expiação não se refere à
aplicação de conhecimento, mas, sim, a uma consequência de um conhecimento
aplicado, que provocou consequências difíceis, desagradáveis, muitas vezes
dolorosas, que o seu responsável deverá enfrentar. Carma ainda é um conceito
útil dentro da concepção da Doutrina, desde que se esteja atento para o seu
significado, diverso do de outras Doutrinas. Para o Espiritismo, carma
caracteriza a situação na qual o espírito está enfrentando as consequências de
atos seus que lhe provocaram um desequilíbrio muito intenso, tanto em qualidade
como em quantidade, e que, pela sua intensidade, o espírito poderá levar toda
uma encarnação, ou mais de uma, para recuperar seu equilíbrio. A pessoa em desequilíbrio estará
sempre em recuperação tanto pela sua reação própria como pela ajuda de outras
pessoas (curar, aliviar, consolar; conhecimento técnico, moral e afetivo). O
que varia é apenas o tempo necessário para que o equilíbrio seja novamente
retomado. É importante frisar que as dificuldades que o espírito encarnado
encontra em seu cotidiano muitas vezes não são explicadas pela reencarnação.
Reencarnação não explica tudo. Há muitas situações de desequilíbrio causadas em
sua encarnação atual.
TRECHO DO LIVRO
03 junho 2016
LIVRO - DEUS DO IMPOSSÍVEL - OS MILAGRES DE JESUS
Deus é bom, sempre bom. Às vezes, porém, não conseguimos ver a bondade
de Deus nas circunstâncias da vida, mas, mesmo assim, Deus continua sendo
sempre bom.
“Havia
um súdito que dizia sempre para o rei que Deus é bom. Um dia saíram para caçar
e um animal feroz atacou o rei e ele perdeu o dedo mínimo. O súdito ainda lhe
disse: Deus é bom. O rei mandou prendê-lo. Noutra caçada o rei foi capturado
por índios antropófagos. Na hora do sacrifício o cacique percebeu que ele era
imperfeito, porque lhe faltava um dedo. O rei foi solto e chegou para o súdito
e disse-lhe: é verdade, Deus é bom. Mas por que então, eu lhe mandei para a
prisão? O súdito, respondeu: porque se estivesse contigo eu seria sacrificado. As tempestades da vida não anulam a bondade
de Deus. Não haveria o arco-íris sem a tempestade, nem o dom das lágrimas
sem a dor. Só conseguimos enxergar a majestade dos montes quando estamos no
vale. Só enxergamos o brilho das estrelas quando a noite está trevosa É das
profundezas da nossa angústia que nos erguemos para as maiores conquistas da
vida. Jesus passara todo o dia ensinando à beira-mar sobre o Reino de Deus. Ao
final da tarde, ele deu uma ordem para os discípulos para entrarem no barco e
passarem para a outra margem, para a região de Gadara, onde havia um homem
possesso. Enquanto atravessam o mar, Jesus cansado da faina, dormiu e uma
tempestade terrível os surpreendeu, enchendo dágua o barco. Os discípulos
apavorados clamaram a Jesus. Ele repreendeu o vento, o mar e os discípulos e
aqueles homens apavorados com a fúria dos ventos ficaram maravilhados diante do
seu milagre”.
Analisando este texto,
podemos sintetizá-lo em seis pontos básicos:
·
Uma noite a bordo;
·
Uma tempestade furiosa;
·
Um clamor desesperado;
·
Um milagre
impressionante;
·
Uma reprovação amorosa e
um efeito profundo.
Aprendemos aqui algumas
lições importantes: Em primeiro lugar, as tempestades da vida são inesperadas.
O Mar da Galiléia era
famoso por suas tempestades. É um lago de águas doces, de 21 quilômetros de
comprimento por 14 de largura, há 220 metros a baixo do nível do Mar
Mediterrâneo e é cercado de montanhas por três lados, que têm até 300 metros de
altura. Os ventos gelados do Monte Hermon (2.790m), coberto de neve durante
todo o ano, algumas vezes, descem com fúria dessa região alcantilada e sopram
com violência, encurralados pelos montes, caindo sobre o lago, encrespando as
ondas e provocando terríveis tempestades.
A palavra usada é
seismós terremoto (Mt 24:7). As tempestades da vida são também inesperadas: é
um acidente, uma enfermidade, uma crise no casamento, um desemprego. As
tempestades não mandam telegrama. Elas chegam em nossa vida sem mandar recado e
sem pedir licença. As tempestades, algumas vezes nos colhem de surpresa e nos
deixam profundamente abalados. Como seguidores de Cristo devemos estar
preparados para as tempestades que certamente virão. Os discípulos tinham
passado o dia ouvindo o Mestre e fazendo sua obra, mas isso não os isentou da
tempestade. Eles amavam a Jesus e tinham deixado tudo para segui-lo, mas isso
não os poupou do mar revolto. As aflições e as tempestades da vida fazem parte
da jornada de todo cristão. Em segundo lugar, as tempestades da vida são perigosas.
Mateus diz que o barco era varrido pelas ondas (Mt 8:24). Marcos diz que se
levantou grande temporal de vento, e as ondas se arremessavam contra o barco,
de modo que o mesmo já estava a encher-se de água (Mc 4:37). Lucas diz que
sobreveio uma tempestade de vento no lago, correndo eles o perigo de soçobrar
(Lc 8:23). As tempestades da vida também são ameaçadoras.
Elas são perigosas. São
verdadeiros abalos sísmicos e terremotos na nossa vida. Muitas vezes as
tempestades chegam de forma tão intensa que deixam as estruturas da nossa vida
abaladas. Põem no chão aquilo que levamos anos para construir. É um casamento
edificado com abnegação e amor, que se desfaz pela tempestade da infidelidade
conjugal. É um sonho nutrido na alma com tanto desvelo que se transforma num
pesadelo. De repente uma doença incurável abala a família, um acidente trágico
ceifa uma vida cheia de vigor, um divórcio traumático deixa o cônjuge ferido e
os filhos amargurados. Uma amizade construída pelo cimento dos anos naufraga pela
tempestade da traição. Em terceiro lugar, as tempestades da vida são
inadiministráveis. Elas são maiores do que nossas forças.
Os discípulos se esforçaram para
contornar o problema, para saírem ilesos da tempestade. Mas eles nada puderam
fazer para enfrentar a fúria do vento. Seus esforços não puderam vencer o
problema. Eles precisaram clamar a Jesus. O problema era maior do que a
capacidade deles de resolver. Há problemas que nos deixam com uma profunda
sensação de impotência. Não temos força para resistir a fúria dos ventos e a
força das ondas. Certa feita, Josafá, rei de Judá, foi encurralado por três
inimigos que se armaram até os dentes para atacar Jerusalém. Mandaram-lhe um
recado insolente, dizendo que o rei não podia escapar de suas mãos. Josafá teve
medo, pôs-se a buscar a Deus e decretou um jejum em toda a nação.
TRECHO DO LIVRO
29 maio 2016
LIVRO - P E C A D O S
Era o fruto proibido as relações
sexuais, como alguns têm afirmado? As Escrituras não apoiam essa ideia.
Primeiro porque, quando Deus estabeleceu a proibição, Adão estava
sozinho e evidentemente continuou assim por um tempo. Segundo, Deus mandou que Adão e Eva ‘fossem fecundos, se tornassem muitos e enchessem a terra’. É claro que Deus não os mandaria violar sua lei e depois os sentenciaria à morte por fazerem isso. Terceiro, Eva comeu do fruto antes de Adão e depois o deu também a seu esposo. Fica claro que o fruto proibido não era o sexo. A árvore do conhecimento era uma
árvore de verdade. No entanto, ela representava o direito de Deus, como
Legislador, de decidir o que é bom e o que é mau para suas criaturas
humanas. Portanto, comer da árvore não era apenas um roubo — tomar algo
que pertencia a Deus —, mas era também uma tentativa presunçosa de
conseguir autodeterminação, ou independência moral. Observe que logo
depois de mentir a Eva, dizendo que ela e seu marido ‘positivamente não
morreriam’ se comessem do fruto, Satanás afirmou: “Porque Deus sabe que,
no mesmo dia em que comerdes dele, forçosamente se abrirão os vossos
olhos e forçosamente sereis como Deus, sabendo o que é bom e o que é
mau.” Entretanto, quando comeram do
fruto, Adão e Eva não obtiveram esclarecimento igual ao de Deus sobre o
que é bom e o que é mau. De fato, Eva disse a Deus: “A serpente — ela me
enganou.” Mas Eva conhecia a ordem de Deus, tanto que a repetiu para a serpente, que foi usada por Satanás como seu porta-voz. Assim, sua atitude foi de desobediência deliberada. Adão, por outro lado, não foi enganado. Em vez de obedecer lealmente ao seu Criador, ele ouviu sua esposa, preferindo também seguir um proceder independente. Ao declarar sua independência, Adão
e Eva prejudicaram de modo irreparável seu relacionamento com Jeová e
gravaram em si mesmos, diretamente em seus genes, a marca do pecado. É
verdade que eles viveram centenas de anos, mas começaram a morrer “no
dia” em que pecaram, assim como acontece a um galho que é cortado duma
árvore. Além disso, pela primeira vez, eles se sentiram angustiados. Perceberam que estavam nus e tentaram se esconder de Deus. Também sentiram culpa, insegurança e vergonha. O pecado produziu uma
agitação dentro deles: era sua consciência os acusando do proceder
errado. A fim de cumprir sua palavra e se
apegar aos seus padrões sagrados, Deus foi justo ao sentenciar Adão e
Eva à morte e expulsá-los do jardim do Éden. Desse modo, o Paraíso, a felicidade e a vida eterna foram perdidos,
dando lugar ao pecado, ao sofrimento e à morte. Que tragédia para a
humanidade! Entretanto, imediatamente após sentenciar o casal, Deus
prometeu, sem comprometer seus padrões justos, reverter todo o dano
causado pelo pecado deles.Jeová decidiu tornar possível que a
descendência de Adão e Eva fosse liberta do pecado e da morte. Ele
realizou isso por meio de Jesus Cristo.
Por intermédio dele, Deus eliminará o pecado e todos os seus efeitos e
transformará a Terra num paraíso global, exatamente como ele intencionou
no início.
PREFÁCIO DO LIVRO
28 maio 2016
LIVRO - ESCREVENDO NA AREIA
O Senhor tinha o costume, especialmente pouco
antes de sua paixão, de pregar a Palavra de Deus durante o dia no templo que
havia em Jerusalém; sua pregação era acompanhada de sinais e milagres. Quando
chegava a tarde voltava para Betânia, hospedando-se na casa de Lázaro, Marta e
Maria, e na manhã seguinte voltava à mesma atividade. E como estivesse no
último dia da festa do tabernáculo ocupado com a pregação, à tarde foi ao monte
das Oliveiras. É isso o que diz: E Jesus
foi para o monte das Oliveiras, e: “E onde
devia pregar Jesus senão no monte das Oliveiras, no monte do unguento, monte do
crisma? O nome Cristo quer dizer crisma; e crisma em grego quer dizer unção.
Nos ungiu porque nos colocou na condição de lutar contra o diabo” (Santo
Agostinho, In Joannen, tract. 33), e também: “Significava que depois que começou a habitar no templo por meio da
graça (isto é, na Igreja), todas as gentes começaram a acreditar n’Ele. Por
isso segue: ‘E veio a Ele todo o povo, e sentado lhes ensinava” (São
Beda), e ainda: “A ação de estar sentado
representa a humildade da Encarnação. E quando o Senhor estava sentado, o povo
vinha a Ele, porque depois que se fez visível pela natureza humana que tomou,
começaram muitos a ouvir e crer n’Ele, porque havia aproximado deles por meio
da humanidade. Enquanto que os pacíficos e simples admiravam as palavras do
Salvador, os escribas e os fariseus lhe perguntavam, não para aprender, mas
para embaraçar a verdade. Por isso segue: ‘Os escribas e os fariseus lhe
trouxeram uma mulher surpreendida em adultério, a puseram no meio e lhe
disseram: ‘Mestre, esta mulher foi surpreendida em adultério”, e: Haviam conhecido que o Salvador era muito
bondoso, porque d’Ele estava escrito: ‘... reina por meio da verdade, da
mansidão e da justiça’
TRECHO DO LIVRO
LIVRO - HERODÍADES - A VERDADE SEMPRE INCOMODA
É
bem verdade que “a fé entra pelos ouvidos”, porém, se o coração não se abre a ela, continuamos
como meros espectadores e não nos deixamos transformar por aquilo que ouvimos.
A Palavra de Deus, por si mesma, traz a graça de tocar e transformar nossas
vidas, entretanto, somos nós quem livremente acolhemos ou não sua ação em nossas
vidas. A palavra do mês está no Evangelho de São Marcos 6,14-29. Leia-a
atentamente, escute-a com os ouvidos e também a acolha com o coração. Medite
sobre essa palavra e deixe-a crescer dentro de você, para isso o silêncio e o
recolhimento promovem o ambiente propício. O rei Herodes simplesmente ouviu
falar de Jesus, parou naquilo que os outros lhe diziam, e acabou tendo uma
impressão errada de quem era o Senhor. Isso porque se acostumou a ouvir apenas
como um espectador, deixando que as palavras entrassem por um ouvido e saíssem
por outro, como costumamos dizer. Herodes gostava de ouvir João Batista, ainda
que ficasse desconcertado e embaraçado com as palavras deste por causa de sua
situação de vida errada. Todos nós queremos ouvir a verdade, ainda que ela
revele nossas fragilidades, porém, ter a coragem de assumir e mudar de atitude
e de vida é o grande desafio. A verdade sempre vai incomodar a quem não quer
mudar de vida! João Batista incomodava Herodes e Herodíades, que viviam em
adultério; no entanto, ambos escolheram continuar no erro e preferiram calar ao
profeta por medo de mudarem de vida e de se converterem! Eu e você precisamos
fazer uma escolha diferente! Não podemos ficar na postura medíocre de simples
espectadores da Palavra de Deus, de quem ouve a Palavra, mas não vive aquilo
que ouve. Nós precisamos ouvir a Palavra de Deus com o forte desejo de sermos
transformados por aquilo que ouvimos. Certamente isso será exigente para todos
nós; contudo sair da nossa zona de conforto é algo sempre necessário.
Costumamos dizer que “água parada cria bicho”, e isso é verdade; quando um pouco de água fica
empoçada por muito tempo, torna-se um ambiente propício para o aparecimento de
bichos e doenças. Aplicado isso à nossa vida, também podemos dizer que um cristão
parado vira bicho, ou seja, um cristão que não se converte continuamente, que
não rompe com o vínculo cômodo do pecado e do vício, acaba se assemelhando a um
animal, vive uma vida desfigurada e desumanizada. Foi o que aconteceu com
Herodes que, ao recusar-se a deixar sua vida errada, acabou por matar João
Batista, resolvendo, de forma covarde, continuar errando ao eliminar a quem lhe
mostrava a verdade. Jesus é a verdade e essa verdade sempre vai nos provocar a
tomar decisões e a fazer escolhas. Ainda que sejamos incomodados pelo anúncio
da verdade, nossa vida precisa ser por ela transformada, caso contrário,
tornamo-nos semelhantes a Herodes, que preferiu eliminar João Batista a se
arriscar mudar de vida. Por isso renunciemos à “síndrome de Herodes”, que
apresenta resistência à verdade e fúria assassina, buscando resolver as
situações ao eliminarmos todos que nos dizem a verdade não desejada.
Conhecereis a verdade e ela vos libertará”, ensina-nos Jesus;
deixe que essa verdade transforme a sua vida.
PREFÁCIO DO LIVRO
15 maio 2016
LIVRO - SALMO _51
A história demonstra que, na vida, cada escolha
feita de forma errada resultará em consequências desastrosas, trágicas. Uma escolha errada pode virar um pecado, por seu descuido espiritual. No
entanto, apesar de quão grande for o pecado cometido e os desdobramentos de suas escolhas e das trágicas consequências, Deus, mesmo assim, vai demonstrar sua graça e amor, restaurando-os, perdoando-os e ainda mais,
concedendo ao pecador a oportunidade "outras felicidades". A história contida neste livro não tem o cunho religioso propriamente dito, mas suas consequências e escolhas nos remete a uma passagem bíblica e por conseguinte ao Salmo 51. Ao final da leitura chegaremos a conclusão que devemos avaliar nossas vidas, verificando em
quais áreas temos pecado contra o Senhor. Confesse cada um dos seus
erros, dispondo-se a abandoná-los. Lembre-se de que é indispensável
você manter vigilância para que suas escolhas sejam sempre feitas
segundo a instrução da Palavra de Deus. E não se esqueça de sempre
render louvores ao Senhor pelo perdão que ele concede a você, bem como,
por sua infinita graça que é revelada na continuidade de suas bênçãos em
sua vida, apesar de seus erros.
ESCOLHAS ERRADAS = CONSEQUÊNCIAS TRÁGICAS
SINOPSE DO LIVRO
07 maio 2016
LIVRO - O SILÊNCIO DA PENHA (JAMAIS TE CALAS)
Maria Sanchez Penha conheceu o ex-marido na melhor época da sua vida. Ela tinha
quinze anos; ele, vinte e cinco. No começo o que se predominava eram as juras de
amor. Maria estava apaixonada, ou cega, como diria mais tarde, mas o amor é
mesmo assim: Indecifrável no começo, trágico no fim. Eles faziam planos a curto
médio e longo prazo e Maria se encantava com tudo que ele dizia e planejava.
Brigas, discussões, são normais nos casais pensava Maria e com uma boa lábia,
ele sempre trazia a situação sob seu controle depois de uma briga. Até então,
as ameaças não faziam parte da rotina do casal – Até então. Certa vez fizeram uma viagem. Foram a uma praia e foi
ali que a situação pareceu que começaria a fugir do controle: Depois de uma
sucessão de brigas, Maria ameaçou deixá-lo. Ele a levou para um penhasco e
garantiu que a mataria caso o relacionamento chegasse ao fim. Mesmo depois
desse e de novos episódios semelhantes acontecidos, os dois resolveram morar
juntos:
- Querendo ou não, eu gostava dele, justificava Maria.
Maria “achava” que ele
poderia mudar.
São coisas do amor, ainda mais quando é cego, mas o que é o amor? Pergunta
sem resposta. Quem sabe é o coração. A primeira agressão física aconteceu numa
noite de Natal. Imaginem só, bem numa época em se prega o amor e a alegria
entre pessoas que se amam. Maria levou uma cabeçada do marido que a fez
desmaiar. Quando acordou, foi impedida de ir para a casa dos pais pelos
cunhados, cúmplices das inúmeras outras agressões que ela viria a sofrer. Teve
que ir para a casa que dividia com o marido. A partir daí, chutes, socos,
empurrões e ameaças de morte se sucederam:
- Eu
pedia para nos separar; ele chorava muito, dizia que ia mudar. Fui levando.
Eles continuaram juntos e tiveram um filho. Numa ocasião, chegaram a
ficar separados por dois anos, e Maria, certa vez, teve de ficar hospedada na
casa da sogra, pois o filho faria uma cirurgia. Com isso o casal voltou a viver
juntos. Depois, quando Maria decidiu aceitar um emprego, despertou a fúria do
marido. Ele subiu em sua barriga e a socou vigorosamente. A sogra assistiu à
cena, imóvel:
- Quando meu marido terminou de me bater, minha sogra disse que a culpa
era minha.
Maria se mudou, mas não
conseguiu completar nem um mês no apartamento arranjado pela amiga. Em outra
ocasião, ele tentou matá-la com uma faca. Conseguiu fugir e se escondeu na casa
de uma amiga. Maria então resolveu denunciá-lo, uma, duas, tantas vezes, mas as
ameaças continuaram, apesar das ordens judiciais de que ele deveria se manter
afastado dela por certa distância, das ameaças da polícia de prendê-lo, e a
vida de Maria passou a ser um tormento ameaçador, a todo o momento fugindo, com
medo e se escondendo de seu grande amor.
SINOPSE DO LIVRO
LIVRO - ALGUMAS PALAVRAS IV - TODAS AS MÃES
MÃE DE RUA
Daquela vez ela não quis nem saber e o fez dormir
fora da casa humilde, de madeiras, forrada com placas de papelão para
aliviar o frio que castigava as noites intermináveis. O vento e os
respingos da chuva que invadia o pequeno cômodo faziam com que o menino,
trêmulo, se afagasse no corpo da mãe mesmo debilitada e drogada, bêbada
igual marido zumbi moribundo, “envenenados” na loucura das drogas e do
álcool. E qual exemplo teria aquele menino que assistia de olhos arregalados
àqueles filmes diários de perdição, melancolia e desespero? Mas o
menino não se cansava de suplicar a Deus para que um dia tudo aquilo
pudesse acabar e quando acabasse não seria também um morador de rua como
sua mãe, como seu pai, e nem estaria envolvido com aquelas drogas
pesadas – sonhava com dias melhores. Ele não queria ser um menino de
rua, e sim, um homem com identidade e digno para viver. Que Deus possa
me ajudar, dizia o menino, pois não queria se perder feito sua mãe e não
queria ser um morto vivo como seu pai. Quando o pequeno menino se
deparou novamente com sua mãe completamente drogada, suja, maltrapilho,
poderia ignorar, chorar, correr... Desprezar, mas sua Mãe de Rua antes
de se perder o ensinou a amar, ensinou que existe amor e que o amor pode
ser pequeno, grande ou infinito. O pequeno menino não tinha forças, não
conseguiria tirar sua mãe das ruas apenas com seu corpo físico, mas
poderia tirar com os olhos que refletem e refletiam o amor através do
coração, e isso ele conseguiu, mesmo que por um instante, até a próxima
abstinência ou recaída, mas para o menino o que mais valia era “apenas”
um instante de amor, para ter a certeza de que o amor existia.
- Ó meu Deus todo poderoso e misericordioso! Eu enxergo o amor nos olhos da minha mãe, mas parece que o amor está preso, acorrentado, prisioneiro deste vício maldito. Mas as lágrimas da minha Mãe de Rua ainda pode ser o remédio da compaixão, da esperança, da perseverança. Enquanto eu tiver forças não vou abandonar a minha mãe e sei que ela está fazendo de tudo para não me abandonar, para não abandonar a si mesma, e é por isso que acredito no amor acima de tudo. Mas, se o amor perder a guerra, na certa eu vou chorar. Minha mãe de rua vai padecer, escafeder-se, mas mesmo assim não vou abandonar o meu Deus todo poderoso, não vou achar que meu Deus me abandonou, pois apesar de menino, eu tenho a consciência de que fiz o melhor e essa lição vou levar para a vida inteira, pois sei que meu Deus me ama e se me deu esse peso, essa sina, é porque fui escolhido como a “pessoa certa”, amém!
- Ó meu Deus todo poderoso e misericordioso! Eu enxergo o amor nos olhos da minha mãe, mas parece que o amor está preso, acorrentado, prisioneiro deste vício maldito. Mas as lágrimas da minha Mãe de Rua ainda pode ser o remédio da compaixão, da esperança, da perseverança. Enquanto eu tiver forças não vou abandonar a minha mãe e sei que ela está fazendo de tudo para não me abandonar, para não abandonar a si mesma, e é por isso que acredito no amor acima de tudo. Mas, se o amor perder a guerra, na certa eu vou chorar. Minha mãe de rua vai padecer, escafeder-se, mas mesmo assim não vou abandonar o meu Deus todo poderoso, não vou achar que meu Deus me abandonou, pois apesar de menino, eu tenho a consciência de que fiz o melhor e essa lição vou levar para a vida inteira, pois sei que meu Deus me ama e se me deu esse peso, essa sina, é porque fui escolhido como a “pessoa certa”, amém!
TRECHO DO LIVRO
29 abril 2016
LIVRO - ALGUMAS PALAVRAS _ FILOSOFIA - COLEÇÃO
Na Antiguidade, dizia-se que “O pensamento é o passeio da alma”,
pois este era considerado uma atividade na qual saímos de nós mesmos sem
sairmos de nosso interior. Em nosso cotidiano, usamos as palavras pensar e
pensamento em sentidos variados, podendo se constituir em uma atividade
solitária, invisível para nós e que precisa ser proferida para ser
compartilhada, ou também se traduzir em sinais corporais e visíveis. Há várias
maneiras de se interpretar o pensar, que pode ser visto como preocupação cisma
ou dúvida; pode ser sinônimo de deliberação e de decisão, como algo que resulta
numa ação; pode se referir a algo que se pode ou não querer, algo voluntário e
deliberado, uma forma de atenção e concentração; pode representar uma
determinada ideia que, definindo algum assunto, foi publicamente anunciada; ou
pode ainda, conforme mencionado por Descartes na frase “Penso, logo existo”,
indicar a própria essência da natureza humana. Podemos inclusive supor que há
bons e maus pensamentos.
Trecho do Livro
24 abril 2016
LIVRO - RUA CINCO DE JULHO - BURACO NA ALMA NO CAMPO DE SONHOS
Ao adormecer, me vi num corredor estreito, iluminado por luzes fortes, amarelas e repleto de fumaça branca. Estava frio e comecei a escorregar em curvas, como se fosse um tobogã, até chegar à ponta de baixo de uma grande escada branca onde avistava bem lá no alto uma grande porta.
- Suba Tinho! Suba!
Uma voz de menina pedia para eu subir as escadas.
- Mas eu não posso subir essas escadas! São muitos degraus e eu tenho arritmia. Posso ter uma crise!
- Suba Tinho! Suba!
- Mas quem é você?
- Suba Pai!
Não foi difícil subir as escadas, pois parecia que estava voando e ao invés do esforço me provocar uma crise, sentia meu coração cheio de amor e paz. Ao chegar à porta, ela mesma se abriu sem ao menos eu bater e de dentro uma voz perguntava o que eu estava fazendo ali, e respondi:
- Eu vim chamar a minha mãe. Ela precisa soprar meu coração! Meu coração está doendo!
- Deixa que eu chamo! Disse a menina, de vestido vermelho.
Foi então que a porta se fechou e eu fiquei do lado de fora, descendo os degraus como se “pássaros com grandes asas” me conduzissem. Olhei para trás e vi a menina de vestido vermelho me dando tchau e gritei perguntando seu nome:
- Anna!
Olhei para a janela lateral e vi que ainda estava escuro. Perdi a noção do tempo naquele momento. Estava deitado em minha cama, olhando para algumas estrelas que apareciam no céu. O
céu me parecia tão perto e o brilho das estrelas iluminavam o meu quarto. Fui até a cozinha preparar um copo de leite com café e senti que parecia ter alguém na sala. Pelo espelho do banheiro, que refletia o sofá da sala, vi uma menina pulando no sofá como se fosse uma cama elástica. Tive a sensação de que se ela me visse, iria parar de pular, mas eu não queria que ela parasse. Fui devagar até a minha cama, me deitei, mas conseguia ainda vê-la na sala, pulando no sofá. Ela estava ali, na minha frente, sorrindo pra mim!
- Anna. Minha filha!
Agora de vestido branco, acariciando os meus pés e indicando que eu tomasse um copo com água que estava no criado mudo, ao lado dos remédios que eu havia ingerido, ao lado do retrato onde eu e ela estávamos abraçados e sorrindo. Eu tentava me levantar para abraçá-la, mas não conseguia, e ela fazia um sinal, como se estivesse pedindo para eu ficar quieto, deitado, sem me esforçar e mesmo afoito, resolvi obedecer. Eu precisava de um remédio. Eu precisava dela e Deus me fez vê-la, provando a mim, mais uma vez, que ELE existe.
- Descanse bem, pois amanhã tem jogo!
- Jogo?
- Sim Tinho! Contra os caras da Rua Marcos Portugal! Lembra?
- Como você sabe menina?
- É tudo que você sempre quis, não é? Marcar um gol num jogo decisivo!
Se eu pudesse falar e você ouvir, queria lhe dizer tantas coisas, mas Deus só permitiu que eu visse o sorriso de Aneobalda, depois do diálogo, vindo à direção dos meus olhos para fazer com que meu coração explodisse em bater, mas sem arritmia, somente de alegria e contentamento.
- Descanse bastante, Tinho!
- Tá bom!
- Você precisa ficar bem para poder marcar o gol da vitória! O jogo vai ser muito importante! Será contra os caras da Rua Marcos Portugal e vai valer troféu, medalha e flâmula!
- Tá certo, mas eu preciso ainda comprar o meu tênis bamba!
- Sua mãe já comprou e nós já sopramos seu coração! Vá é marque o gol da vitória. Estaremos torcendo por você e seu time, e depois, quando o jogo acabar, suba novamente as escadas, não vai doer. A porta irá se abrir e estaremos te esperando para lhe abraçar. Vou correr em teus braços e como criança, você vai me girar no ar. Esse é o melhor momento, a hora de te encontrar, pai!
TRECHO DO LIVRO
- Suba Tinho! Suba!
Uma voz de menina pedia para eu subir as escadas.
- Mas eu não posso subir essas escadas! São muitos degraus e eu tenho arritmia. Posso ter uma crise!
- Suba Tinho! Suba!
- Mas quem é você?
- Suba Pai!
Não foi difícil subir as escadas, pois parecia que estava voando e ao invés do esforço me provocar uma crise, sentia meu coração cheio de amor e paz. Ao chegar à porta, ela mesma se abriu sem ao menos eu bater e de dentro uma voz perguntava o que eu estava fazendo ali, e respondi:
- Eu vim chamar a minha mãe. Ela precisa soprar meu coração! Meu coração está doendo!
- Deixa que eu chamo! Disse a menina, de vestido vermelho.
Foi então que a porta se fechou e eu fiquei do lado de fora, descendo os degraus como se “pássaros com grandes asas” me conduzissem. Olhei para trás e vi a menina de vestido vermelho me dando tchau e gritei perguntando seu nome:
- Anna!
Olhei para a janela lateral e vi que ainda estava escuro. Perdi a noção do tempo naquele momento. Estava deitado em minha cama, olhando para algumas estrelas que apareciam no céu. O
céu me parecia tão perto e o brilho das estrelas iluminavam o meu quarto. Fui até a cozinha preparar um copo de leite com café e senti que parecia ter alguém na sala. Pelo espelho do banheiro, que refletia o sofá da sala, vi uma menina pulando no sofá como se fosse uma cama elástica. Tive a sensação de que se ela me visse, iria parar de pular, mas eu não queria que ela parasse. Fui devagar até a minha cama, me deitei, mas conseguia ainda vê-la na sala, pulando no sofá. Ela estava ali, na minha frente, sorrindo pra mim!
- Anna. Minha filha!
Agora de vestido branco, acariciando os meus pés e indicando que eu tomasse um copo com água que estava no criado mudo, ao lado dos remédios que eu havia ingerido, ao lado do retrato onde eu e ela estávamos abraçados e sorrindo. Eu tentava me levantar para abraçá-la, mas não conseguia, e ela fazia um sinal, como se estivesse pedindo para eu ficar quieto, deitado, sem me esforçar e mesmo afoito, resolvi obedecer. Eu precisava de um remédio. Eu precisava dela e Deus me fez vê-la, provando a mim, mais uma vez, que ELE existe.
- Descanse bem, pois amanhã tem jogo!
- Jogo?
- Sim Tinho! Contra os caras da Rua Marcos Portugal! Lembra?
- Como você sabe menina?
- É tudo que você sempre quis, não é? Marcar um gol num jogo decisivo!
Se eu pudesse falar e você ouvir, queria lhe dizer tantas coisas, mas Deus só permitiu que eu visse o sorriso de Aneobalda, depois do diálogo, vindo à direção dos meus olhos para fazer com que meu coração explodisse em bater, mas sem arritmia, somente de alegria e contentamento.
- Descanse bastante, Tinho!
- Tá bom!
- Você precisa ficar bem para poder marcar o gol da vitória! O jogo vai ser muito importante! Será contra os caras da Rua Marcos Portugal e vai valer troféu, medalha e flâmula!
- Tá certo, mas eu preciso ainda comprar o meu tênis bamba!
- Sua mãe já comprou e nós já sopramos seu coração! Vá é marque o gol da vitória. Estaremos torcendo por você e seu time, e depois, quando o jogo acabar, suba novamente as escadas, não vai doer. A porta irá se abrir e estaremos te esperando para lhe abraçar. Vou correr em teus braços e como criança, você vai me girar no ar. Esse é o melhor momento, a hora de te encontrar, pai!
TRECHO DO LIVRO
LIVRO - DO OUTRO LADO - UM NOVO FINAL - 2a. edição
A mesa estava fria, tal como as mãos do
médico que trabalhava para me tirar a pequena vida cujo coração só recentemente
começava a bater. Senti vergonha e uma dor terrível por permitir que este
médico tirasse de mim o meu bebê. No silêncio e no meu desespero, podia ouvir
uma voz muito baixa que estava a chamar a minha atenção.
Era como se a voz dissesse:
"Não, por favor, não... Por favor, não."
Mas foi tarde demais. A voz desapareceu
junto com o corpo pequenino. Que vergonha, culpa e depressão me seguia. Como
foi possível eu fazer uma coisa tão egoísta e má? Que tipo de ser humano
sou? Eu queria morrer.
Quando estava pronta para sair
da clínica, reparei numa enfermeira a colocar um cartão na gaveta. Supunha que tinha o meu nome e toda a
informação sobre o meu bebê morto. Então, é assim pensei eu, A vida
do meu bebê num cartão que vai ficar dentro de muitos outros, num gabinete.
Posso saber o que está escrito no cartão? Será que era um rapaz ou menina?
Claro que não - Ouvi dizer que não é possível de se saber tão cedo. Por
intuição penso que era um rapaz.
Mas como era o meu bebê? Mas em vez de ter nos meus braços um bebê
vivo que respirava, e que um dia iria correr rir e amar, só existia um cartão
com palavras. Continuei a pensar mais: E se alguém conhecido começar
a trabalhar nesta clínica e vir o meu nome nas fichas? Sentia-me muito
envergonhada. Preocupava-me com a minha reputação. O meu aborto aconteceu há
doze anos. Foi num mês de Novembro - e a cada outono, quando vejo as folhas das
árvores mudarem de cor e caírem , lembro-me da minha queda quando matei o meu
próprio bebê. Todavia apesar daquele dia tão terrível, desde então
eu vim a conhecer um Salvador que me ama. Soube do seu perdão e agradeci-lhe
por isto, mas nunca me sentia perdoada. Eu chorava muitas vezes pedindo-lhe para
tirar-me a culpa e o sofrimento, mas parecia não haver resposta. Até que uma
noite eu tive um sonho tão real até ao ultimo detalhe. No sonho estava na
clínica, a olhar a enfermeira a colocar o cartão na gaveta. Sentia um peso
enorme ao meu redor, que quase não conseguia respirar. De repente um homem
apareceu ao lado da enfermeira. Ó não! Será alguém que conheço? Alguém vai
descobrir o que eu fiz. O homem virou-se para mim. Eu vi o seu rosto. Não,
por favor, Ele não... Qualquer pessoa, menos Ele. Era Jesus!
- Saia, se faz favor, dizia eu. Não deve estar neste lugar horrível.
Mas Ele não saia. Em vez disto,
mansamente, Ele tirou o cartão da mão da enfermeira. Eu comecei a tremer na
medida em que eu via os seus olhos absorver a realidade do que eu tinha feito.
Lentamente Ele curvou a cabeça e começou a chorar. Sentia-me tão mal porque eu
era a razão d'Ele ter vindo àquele lugar. Eu caí ao chão em desespero. Senti
as suas mãos nos meus ombros e olhei para os seus olhos, esperando a sua ira.
Mas não via nem ira nem condenação, só compaixão. O seu rosto refletia
tristeza, e percebia que era mais profunda do que a minha. Ele abraçou-me e eu
coloquei a minha cabeça no seu peito. As nossas lágrimas caiam juntas.
Finalmente ele começou a escrever algo no cartão. Eu vi e descobri que Ele
tinha escrito o seu próprio nome em cima do meu pecado. O seu nome estava
escrito num vermelho tão forte que não mais conseguia ler o que estava escrito em baixo. Ali, no seu
próprio sangue, o nome de Jesus Cristo cobriu o meu pecado. O peso saiu de mim
e enquanto olhava nos seus olhos brilhantes Ele sorriu e sussurrou: Tudo acabou. Finalmente compreendi. Não
há condenação para aqueles que acreditam em Jesus, só perdão. A culpa já passou
- sou perdoada e livre do passado, agora posso andar com Jesus com felicidade e
paz.
TRECHO DO LIVRO
23 abril 2016
LIVRO - NUNCA É TARDE
Doutor Alberto era um
grande empresário, um homem muito respeitado perante á sociedade, sua história
chega a ser de superação, um homem que quebrou barreiras e deixou uma infância
pobre para obter muitas riquezas, se tornando um homem de negócios, mas junto
com suas riquezas ele obteve um novo caráter, não era mais aquela criança doce
e encantadora, se tornou um Deus, um homem muito arrogante e severo, virou um
ser humano amargo e robótico, estava sempre ocupado, por isso ao invés de
presentear seus filhos com amor e carinho, os presenteava somente no campo
material e havia se esquecido de presentear seus filhos no campo emocional.
Seus filhos eram muito unidos, mas estavam seguindo o exemplo do pai,
tornando-se arrogantes e amargos. Alberto então decidiu treinar seus filhos para
assumir o seu lugar, e desde então as coisas só pioravam. João e Vitor eram
péssimos lideres e tratavam mal a todos.
Alberto não contava com o fato
de que a vida dá muitas voltas, e o prepararia uma surpresa muito desagradável.
Em um exame médico foi encontrada uma grave doença, e o médico após muitos
exames constataram que infelizmente Alberto só teria mais dois meses de vida.
Aquele grande homem severo, poderoso e muito rico se transformou em uma frágil
criança; percebeu que a morte nos humaniza, já não sabia o que dizer, nem ao
menos o que deveria fazer, seu mundo desmoronou. Era um homem de apenas 55
anos, muito jovem para partir desta vida, mais devido ao estresse, seus
pensamentos mórbidos e uma vida dedicada somente ao trabalho, sua doença se
agravou. Foi justamente nessa hora que ele percebeu que nem todo dinheiro e
poder do mundo traria sua saúde de volta, muito menos compraria a felicidade de
ver seus filhos assumindo a empresa, se casando e lhe dando netos, nunca
compraria paz no coração. Alberto então decidiu fazer uma viagem e nesses dois
meses iria refletir sobre sua vida. Deixou seus filhos responsáveis pela
empresa, disse que precisava de umas férias e que viajaria pelo mundo; ele não
teve coragem de dizer a verdade.
No dia de sua morte, João e Vitor
foram comunicados, o advogado além de ser responsável pela notícia, recebeu
outra missão de seu cliente Alberto e disse: João e Vítor seu pai me deixou
responsável por dividir entre vocês toda a riqueza que ele acumulou durante
toda sua vida, ele me confidenciou que suas riquezas estão todas dentro do
cofre de sua casa e vamos até lá para abri-lo e dividir entre vocês o que ele
os deixou ao partir. Mas João e Vitor pareciam nem ligar para a morte do pai,
havia uma intensa briga entre eles, que praticamente lutavam pela herança; os
irmãos que eram tão unidos, agora estavam em pé de guerra. João pensava consigo
mesmo: Já posso até imaginar, no cofre deve haver dólares, euros, muito
dinheiro, escrituras de propriedades, ações de diversas empresas pelo mundo,
pode até ter barras de ouro, não vejo a hora de meter a mão na grana do velho.
Vítor também pensava semelhante ao irmão: Não vejo a hora que abra logo, esse
cofre deve ter muita grana, o velho era muito rico e tinha muitas propriedades
e sempre deu mais importância ao material do que seu lado emocional. Até mesmo
os advogados já acostumados com esses casos, ficaram completamente horrorizados
com suas atitudes, então finalmente decidiram abrir o cofre.
Foi um momento de puro suspense e muita
tensão, ao abrir o cofre eles tiveram uma surpresa e um forte choque, se
olharam entre si e não entenderam nada e até se perguntaram: Isso é uma piada? No cofre só haviam fotos e recados de quando
João e Vítor eram crianças, uma foto da mãe dos rapazes, algumas poesias e
textos assinados por Alberto e uma coleção de livros do Doutor Augusto Cury.
Além disso, havia também uma carta que dizia: "Queridos filhos que eu
tanto amo e sempre amarei, primeiramente gostaria de me desculpar com vocês
pelo péssimo exemplo que dei á vocês e pelo pai ausente que fui, somente agora
perto de minha morte estou me humanizando, tentei dissecar o meu ser, lapidar
os meus defeitos.
Saibam, meus filhos, que esses
foram os dois meses mais intensos da minha vida, comecei somente agora perto de
minha morte a descobrir que a vida é muito mais do que o nosso exterior, eu
existi somente na superfície, nos meus últimos dias entendi a verdade e a
essência de nossas vidas, aprendi a contemplar o belo da natureza, tudo e todos
ao nosso redor. A noite eu conversava com a lua e namorava as estrelas, voei
pelo lindo céu azul na asa delta da imaginação, presenciei os pássaros cantando
, aprendi a dançar com alegria a valsa da vida, fiz uma viagem como nunca havia
feito antes, mas desta vez não cruzei o meridiano. Por certo vocês acham que
fui á Europa? Paris? Milão? Não meus filhos desta vez viajei para dentro do meu
ser, visitei os vales da sombra de minha arrogância e soberba, nesta viagem
aprendi a controlar minhas emoções e filtrar meus pensamentos ruins, nunca na
vida agi por impulso e através do ego, comecei a me divertir com minha
insensatez e minhas mazelas, percebi que uma pessoa inteligente aprende com
seus erros, mas uma pessoa sábia aprende com o erro do outro, por isso aprendam
com o meu erro de como não se deve ser e viver, aprendam as grandes lições da
escola da vida. Só agora dissecando o meu ser percebi que eu era autoritário e
rígido por ser infeliz interiormente, me vi agora como uma pessoa porco
espinho: agressiva por fora e frágil por dentro.
A verdadeira felicidade está
na simplicidade, procuramos tanto essa tal da felicidade, quando na verdade ela
mora e se esconde dentro de nosso ser, nós tentamos conquistar e seduzir a
felicidade através do luxo fútil exterior, mas no final todo luxo vai para o
lixo; ao morrermos não levamos nada a não ser a vida que levamos e o legado que
deixamos do útero ao túmulo a única coisa que realmente existiu e sempre existirá
e que irá nos libertar é o amor.
Eu sempre me preocupei com
valores econômicos e tive poucos valores de vida, me preocupava muito com o
ilusório mundo exterior e esqueci o meu fantástico e libertador mundo interior.
Vivemos em uma sociedade que inverte os valores, fazem do consumismo e da
ignorância uma escravidão mental, desculpe-me meus filhos, pois eu sempre os
presenteei com brinquedos e muitos supérfluos materiais, mais nunca os dei
atenção, afeto, carinho, nunca ouvi suas histórias, suas preferências, nunca
penetrei no mundo de vocês, fui um pai no piloto automático, só agora descobri
que o amor se compara a uma flor: Se não cuidamos, não regamos nossos entes
queridos com afeto e carinho esse amor pode murchar como uma flor sem a água da
vida. Desculpe-me meus filhos se eu os decepcionei, não havia dinheiro no cofre
e nem nada material, neste cofre só guardei a verdadeira riqueza de toda minha
vida, vocês meus filhos, que sempre trarei no coração, e um pouco da sabedoria
que obtive durante esses meus últimos dias de vida. Nunca se esqueçam: Nunca é
tarde para recomeçar. Após lerem a carta, João e Vítor decidiram fazer igual ao
pai, se redescobrir se reinventar ser um eterno aluno na escola da vida, iriam
se humanizar e serem eles mesmos, tiraram suas máscaras sociais, e como seu pai
disse: Nunca é tarde para um novo recomeço.
TRECHO DO LIVRO
LIVRO - MADONNA DI LORENZO
MADONNA DI LORENZO é uma história de amor que hoje em dia muita gente
acredita que não existe mais. Com isso, ao escrever sobre esses amores
impossíveis, além da sensibilidade, o poeta precisa acreditar no amor infinito.
Assim, a história torna-se mais forte em sentimentos, ainda mais quando esses
são transpostos da vida real para as páginas de um livro. Quando o amor é
sincero e verdadeiro, como nas Cartas
Poéticas, não existe situação difícil, pois se tem fidelidade,
comprometimento e parceria. Quando se ama de verdade deve existir um só
coração e duas pessoas. Que
bom seria se o amor pudesse ser eterno, mas sabemos que o outro lado do amor,
ou a indiferença, fere na alma, quando estamos sob o domínio da inveja, que
culmina na traição. Mas, para que isso nunca acontece, precisamos aprender a
enxergar a alma ao corpo, pois mesmo a alma sendo “transparente” a íris é “cristalina”,
as cores mais vivas, mais vibrantes e o gosto do beijo transcende o mais alto
grau da subsistência. De certo que é
preciso saber amar para poder viver, para poder viver além da vida, quando daí,
verdadeiramente, poderemos afirmar com a mais absoluta certeza que o amor é
eterno.
ANTONIO AUGGUSTO JOÃO
26 março 2016
LIVRO - RUA CINCO DE JULHO - 2a. EDIÇÃO
Depois
de cantarmos parabéns para o Sergio, o baile começou. Num canto da garagem eu
estava esquentando a parede, tomando um gole de Crush e olhando para a Nádia.
Tinha muito mais meninos do que meninas e a disputa era grande. Como era o mais
alto, as meninas não gostavam muito de dançar comigo. Muitas vezes, enquanto
esquentava a parede, meu irmão Duduí dançava com todas, principalmente quando o
baile era na casa da Agnes, que morava na mesma casa da minha avó, na Rua
Albatroz.
Naquele dia, eu havia dançado
com algumas garotas do baile, mas a Nádia não queria nada comigo. Estava
ficando chato e eu tinha tomado quase um litro de Crush e deu vontade de pegar
a vitrola e ir embora, mas antes tive que ir ao banheiro. Na volta, a Nádia
tinha ido embora e fui o único que não dançou com ela. No outro dia, na escola,
a Cristina me procurou dizendo que a Nádia estava brava comigo porque eu não
tinha tirado ela para dançar. Percebi a mancada e que as coisas tinham de ser
diferentes. Eu deveria mudar as minhas atitudes. Mas, de tudo aquilo que
aconteceu no baile, fiquei contente, pois aprendi que não podemos sempre
esperar que as pessoas venham até nós, nós temos que ter iniciativa. Eu tinha
só treze anos, sem que isso pudesse ser um motivo para deixar de corrigir as
minhas atitudes.
Depois, continuando e aprendendo
com a vida, voltei à casa da Nádia e a convidei para assistir “Django Atira Primeiro” no Cine Soberano,
e não é que ela aceitou. Para impressionar, na entrada, comprei Drops Dulcora e Bala de Anis e ela
gostou muito. Ainda bem que meu pai tinha me dado vinte cruzeiros. Eu pedi
quinze, ele me deu vinte. Valeu pai! Eu disse!
TRECHO DO LIVRO
LIVRO - RESSURREIÇÃO
A doutrina da ressurreição do Salvador é
extremamente preciosa. A ressurreição é a pedra angular do edifício do
cristianismo. É o pilar do arco da nossa salvação. Seria
necessário um livro inteiro para mostrar todas as correntes de
água viva que fluem desta fonte sagrada, a ressurreição de nosso querido
Senhor e Salvador Jesus Cristo; mas saber que Ele ressuscitou, e ter comunhão
com Ele como tal - relacionar-se com o Salvador ressurreto em
conseqüência de uma vida restaurada; vê-lo deixar o túmulo como
resultado de nós mesmos termos deixado o túmulo do mundanismo - é ainda
mais precioso. A doutrina é o fundamento da prática, mas, tal como a flor
é mais encantadora do que a raiz, assim também a prática da comunhão com o Salvador ressuscitado
é muito mais encantadora do que a própria doutrina. Gostaria de fazê-lo crer
que Cristo ressuscitou dos mortos para que cantasse isto,
e de dar-lhe todo o consolo possível para que
entendesse este fato com certeza e testemunho; mas, até lá, eu lhe imploro,
não se dê por satisfeito. Embora você não possa, como os discípulos,
vê-Lo visivelmente, mesmo assim eu lhe digo para desejar ver Jesus
Cristo com os olhos da fé; e, embora não possa, como Maria Madalena,
"tocá"-Lo, mesmo assim você pode ter o privilégio de conversar
com Ele, e saber que Ele ressuscitou, e que você mesmo foi ressuscitado
Nele em novidade de vida. Conhecer o Salvador crucificado porque Ele
crucificou todos os meus pecados, é muito bom; mas, conhecer o Salvador
ressuscitado porque Ele me justificou, e entender que Ele
me deu nova vida, tornando-me uma nova criatura por meio de Sua própria
novidade de vida, é uma experiência ainda mais sublime: sem isto,
ninguém ouse ficar satisfeito. Que você possa "conhecê-Lo e o poder da Sua
ressurreição." Por que razão as almas ressuscitadas com Jesus vestiriam
mortalhas mundanas e incrédulas? Ressuscita, pois o Senhor ressuscitou.
TRECHO DO LIVRO
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