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28 de dezembro de 2014

RESCUER

Numa tarde de domingo, Dr. Abreu estava na UTI cumprindo seu plantão. Atendeu vários pacientes e deixou para atender Seu Alfred por ultimo, pois Maria Julia e Dona Maximiliana haviam sido autorizadas a entrar na UTI e ele iria ficar com elas. Ao sentar-se numa cadeira ao lado do leito de Seu Alfred, Dr. Abreu, olhando para uma imagem de Jesus Cristo que havia na parede ao alto, lembrou-se da vez em que foi convidado para o jantar que o apresentaria para os pais de Maria Julia. A imagem de Cristo parecia que conversava com ele e ele respondia a Jesus que nunca teve mágoa do Seu Alfred por sua rejeição por ele ser negro. Esse tipo de violência social até que é comum em alguns países e o mais importante foi ter tido o carinho de Maria Julia e Dona Maximiliana. Certa vez, num comentário que fez para Dona Maximiliana e Maria Julia, disse que sonhava que um dia o Seu Alfred iria querê-lo bem, iriam dar risadas juntos, tomar cervejas assistindo jogos de futebol. Dr. Abreu chegou a derramar algumas lágrimas e pediu ao Cristo que curasse Seu Alfred, pois a medicina já havia feito tudo que tinha sido possível:
          - Filho!
          Dr. Abreu ouviu uma voz rouca, com dificuldades de pronunciar as palavras e quando se virou para o leito viu o Seu Alfred com os olhos abertos, lacrimejados, engolindo seco e novamente se esforçando para dizer:
          - Filho!
          Rapidamente todo corpo médico foi acionado e pouco tempo depois Seu Alfred teve uma piora e morreu. Dias depois Maria Julia e Dona Maximiliana convidaram o Dr. Abreu para tomarem um chá em sua residência. Lá, contaram que viram toda a cena ou os últimos momentos de vida do Seu Alfred e se sentiram confortadas pela graça divina de poderem presenciar o ultimo ato do Seu Alfred em forma de agradecimento arrependimento e perdão para com o Dr. Abreu.
TRECHO DO LIVRO "RESCUER"

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