27 de maio de 2012

CHEGOU ! "ALGUMAS CARTAS GUARDADAS NA MEMÓRIA"

Chegou meu 2o. livro! O livro estará a disposição no site da Editora LivroPronto em breve, mas já pode ser adquirido através do e-mail da Editora: 


atendimento@lp-books.com

O preço de capa é de R$ 24,90. Deste valor, cabe a mim escritor, como direitos autorais, R$ 4,98 (20%). Os outros 80% são da Editora e do Governo ( impostos ). 

100% dos meus direitos autorais obtidos na venda estão sendo doados para a Instituição que cuida de crianças carentes da Casa Do Cristo Redentor. Até o final deste ano, vou lançar mais três livros de minha autoria e com certeza vou buscar outras instituições para poder doar toda a minha parte.

O meu maior orgulho, a minha maior felicidade, o que apazigua a minha alma, é poder ajudar, ser útil de alguma maneira para meu semelhante. E o meu melhor remédio, aquilo que cura as feridas do meu coração, é quando alguém olha em meus olhos e diz obrigado. Assim me sinto útil, me sinto humano, me sinto com o dever cumprido, com o espírito elevado"

A HISTÓRIA DE COLBI EDUARD RYAN

... Uma loucura ou quem sabe um delírio? Será que eu estava mesmo ali ou seria tudo fruto da minha imaginação. Sem saber muito que fazer, resolveria então remar, remar e remar com minhas próprias mãos em busca de uma luz ao final daquele túnel interminável... Eu não tinha mais em meus pensamentos a imagem de Laura e pediria para o homem de cabelos e barbas longas que já houvera me salvado nas tempestades que pudesse me ajudar mais uma vez, pois não tinha mais forças para remar. De tanto chamá-lo e pedir pela sua ajuda, tive em minha consciência que caso fosse me afogar ele viria me buscar. Andaria sobre as águas... Andaria comigo sobre o “rio de sangue”. Desisti de remar e encostei meu corpo sobre um lodo de barro fedorento e os monstros a quem eu descrevia como sinônimos do mal e de todo o sofrimento estavam cada vez mais perto de mim, tentando me laçar com seus tentáculos. Resolvi esperar o que poderia acontecer, pois eu me sentia vencido e sem ninguém que pudesse me ajudar. Se tudo aquilo fosse uma provação, eu teria conseguido suportar o que podia. Não tinha mais como fugir ou enfrentar o perigo. Fui até as minhas ultimas conseqüências e agora estava precisando desesperadamente de ajuda. Talvez Laura, o homem de barba e cabelos longos... Quem sabe. Os monstros são impiedosos, não tem misericórdia, não perdoam e o que mais lhe dão prazer é sentir que suas presas não podem lutar. De certa maneira, toda a nossa vida também é assim. Para alcançarmos o nosso espaço, o nosso lugar, temos que lutar contra toda e qualquer desonestidade, inveja, traições, falsidades, mentiras... Alimentos que fortalecem os monstros, que sentem prazer em ver-nos sem defesa. E em meu derradeiro enfrentamento com os monstros, ainda encontrei forças para proferir palavras que vinha do fundo da minha alma e que não me deixava com medo de encará-los, pois a falsidade e a mentira dos monstros são irmãs de sua inveja e por isso que estão aqui neste lugar horrível de trevas, fogo e sangue. A falsidade e a mentira caminham juntas. E lá, bem escondida, a inveja é a raiva do que os monstros queriam ser como você e te encontraram mesmo não sendo você uma pessoa de destaque. O que importa é se você sabe algo fazer. Então eles fingem ser seu melhor amigo, maior confidente. Em sua mente doentia e torpe, os monstros vão recolhendo dados, informações, demonstrando gestos e cara de anjos. Sentem suas dores e chora com você. Fala da falsidade e da mentira como algo terrível, que eles não podem conceber... Vão conquistando sua confiança com palavras doces, gestos de bondade e felicidade, mas que na realidade contém dardos de veneno capazes de promover a desunião entre amigos sinceros que se queriam bem. Um belo dia, sua máscara cai perante todos e encontramos a verdadeira face dos monstros... Seres débeis, fracos e covardes, que na realidade nunca foram nada e nunca será alguém. Quem sabe missão de eu estar aqui é fazer com que esses monstros enxerguem de uma vez por todas esse terrível mal que travestem suas almas penadas de sofrimento, dor e ódio que o fazem gritar desesperados, mas não no sentido de ter os puros como alimentos e sim de que os puros possam ensiná-los novamente o que é o amor. E ao enfrentá-los usamos nossas armas da sabedoria, da misericórdia e do amor, pois esses monstros não ferem ninguém, pois suas forças são como gotas de orvalhos congelados que derretem com o calor do amor que os justos trazem em seus corações. Portanto, monstros, eu estou aqui, vivo, pronto para lutar e as minhas armas são o amor e a misericórdia e então, monstros, não tentem me ferir mesmo que eu esteja cansado, sem forças e caído no chão. Se estiver fraco e sem coração, não perderei meu raciocínio, nunca, e você não vai me ferrar. Se eu estivesse cego, poderia ser ágil do mesmo jeito e me desviar dos seus tentáculos de inveja e falsidade. Mesmo debilitado, afogando-me nos “rios de sangue”, poderei reunir forças para não deixar que você sugue o meu sangue. Se me vir agonizando, tome cuidado: Será o meu amor misericordioso se recompondo e poderá ser uma “armadilha” para eu “matar” de vez a inveja e a falsidade que habita o teu ser. Vivo guardado em meu mundo e se você quiser entrar, prove para mim o seu amor, sua caridade e sua devoção. Daí, apaziguador, eu te libertarei de todo o mal e te reconduzirei para o caminho dos justos e é por isso que eu estou aqui. Eu vim te buscar, monstro. Então o “rio de sangue” fez-se mar de águas cristalinas, azuis esverdeadas, e eu estava sentado nos rochedos novamente, nos braços de Laura, chorando feito uma criança, um menino que pede por sua mãe, um homem que enxerga o amor no calor dos braços da Laura Mars. >>> Antonio Auggusto João
>>> Trecho do Livro: "Que se Quebrem as Ondas do Mar" - A História de Colbi Eduard Ryan - em Julho disponível para venda

25 de maio de 2012

LIVRO "ALGUMAS CARTAS" NA BIENAL SP !


Informo a todos que o meu 2o. Livro "Algumas Cartas Guardadas na Memória" Estará exposto na 22a. BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO, que acontecerá entre os dias 09 a 19 de Agosto de 2.012 em São Paulo, com estimativa de um publico de 500 mil pessoas: http://www.bienaldolivrosp.com.br/A-ienal/Apresentacao/Com isso, espero uma boa divulgação do meu livro e que em conjunto com a EDITORA LIVROPRONTO, possa divulgar e vender o maior numero de exemplares possíveis, pois toda renda que me caberá será doada, 100%, para a Instituição que cuida de Crianças Órfãs e Carentes da Casa Do Cristo Redentor em Itaquera - SP. Bora lá prestigiar!!!! Obrigado a todos!!!!
Antonio Auggusto João

23 de maio de 2012

PARÁBOLA DA PERSEVERANÇA


É no pior momento da vida que você precisa dar o melhor de si, lutar, perseverar, não desistir. Esmere-se no exemplo da Rosa, que quando cortada, dilacerada e arrancada de seu leito, faz o seu melhor, exalando o mais forte perfume da Flor.

MENINOS DE RUA [ DEUS SALVE AS CRIANÇAS ]

Tio, me dá um trocado? 
[ Estou desesperado ].
Meu mundo está todo virado e meu pai me abandonou.

Me dê o que tens na mão – [ Um pedaço de pão ],
Não vai ser em vão, não vou lhe pedir mais nada não.

Tio, minha mãe foi embora, o que faço agora?
Preciso salvar meu irmão.
Eu não sou um vilão, estou sujo... Caído no chão.
Por favor, tenha compaixão.

Vê se me arruma um trocado, 
Não se zangue não... Este cheiro, é porque estou todo cagado,
Suado e danado... Se não matar a fome, me acabo no chão.

Tio... Tudo bem. Vá embora !
[ O sinal já abriu ].

Tá chovendo e estou sujo de barro,
Logo mais, vou parar mais um carro, pra sobreviver.

Antonio Auggusto João
 


20 de maio de 2012

MORRE ROBIN GIBB, DOS BEE GEES.


O músico Robin Gibb, do Bee Gees, morreu neste domingo, aos 62 anos, após uma longa batalha contra um câncer de cólon e fígado. O cantor estava internado desde o último mês de abril em uma clínica particular em Londres, na Inglaterra. Na última semana, após ter passado por uma traqueostomia, o cantor já não conseguia falar e estava se comunicando por meio dos olhos. A morte foi anunciada pela família de Gibb, através de um comunicado: "A família de Robin Gibb, do Bee Gees, anuncia com grande tristeza que Robin faleceu hoje na sequência da sua longa batalha contra o câncer e cirurgia intestinal. Pedimos que a privacidade da família seja respeitada neste momento muito difícil." Há dois anos Gibb travava uma batalha contra o câncer de cólon. Um tumor secundário desenvolvido recentemente e uma pneumonia deixaram o artista ainda mais debilitado. Robin Hugh Gibb nasceu no dia 22 de dezembro de 1949. Formou com seus irmãos Maurice (gêmeo de Robin) e Barry na Austrália, no final dos anos 50, o Bee Gees --um dos grupos mais populares dos anos 70 e 80. O auge do trio, que revolucionou a música disco, foi o álbum da trilha sonora do filme "Os Embalos de Sábado à Noite" (1977), com temas como "Stayin" Alive" e "Night Fever". Os Bee Gees começaram a tocar juntos em 1955. No início da carreira, participavam de shows de talentos cantando músicas dos Everly Brothers e algumas canções compostas por Barry. O trio assinou com a gravadora Australia's Festival Records em 1962 e lançou, nos cinco anos seguintes, uma dúzia de singles e dois álbuns. Colin Petersen e Vince Melouney se juntaram à banda entre 1966 e 1967 e saíram em 1969. Naquele ano, Robin tentou seguir uma carreira solo e emplacou a música "Saved by the Bell" em segundo lugar nas paradas britânicas. Nesse período, Barry e Maurice continuaram como um dueto e lançaram singles solo paralelamente. Em 1970, o trio se reuniu. O grupo foi convidado por Robert Stigwood, que havia produzido os filme "Jesus Cristo Superstar" e "Tommy", para compor quatro ou cinco canções para a trilha sonora do filme "Os Embalos de Sábado à Noite", com John Travolta. O trio gravou, então, três hits: "Stayin' Alive", "Night Fever" e "How Deep Is Your Love". Em 1988, o irmão mais novo dos três, Andy Gibb, morreu do coração aos 30 anos, e a banda se aposentou por um tempo, se reunindo em 1989. Em 1997, os Bee Gees foram incluídos no Rock and Roll Hall of Fame e continuaram trabalhando e fazendo turnês ocasionais até 2003, quando Maurice Gibb morreu devido a uma parada cardíaca enquanto recebia tratamento por um problema no intestino.>>> FSP

A CALÇA, O SAPATO E O BAILE DOS ANOS 70´


Quando comecei a trabalhar na Agência de Despachos Virgínia, em 1.976, não via a hora de chegar a data do recebimento do meu primeiro salário para poder comprar uma calça nova. Na época, a moda era calça boca de sino, aquelas que tinham a barra larga, que encobriam os sapatos. Era moda. O cabelo era tipo Black Power e os sapatos tremendão, de saltos altos. Eu comprava os sapatos, mas imediatamente levava-os ao sapateiro para colocar saltos mais baixos, pois eu sempre fui muito alto. Haveria naquela época, um baile na casa da Meire, a garota mais bonita do colégio. Com o salário, eu iria comprar o sapato e a calça boca de sino. A camisa eu já tinha. Quem sabe, de calça nova, sapato tremendão e camisa xadrez, eu poderia me dar bem com a Meire, pensei. Meu trabalho na Agência de Despachos Virgínia era o de datilografar os documentos para fazer o licenciamento de veículos no DETRAN de São Paulo. Eu trabalhava de dia e estudava à noite. Eu me dedicava bastante aos estudos, pois o meu maior sonho naquela época era o de trabalhar num banco. Os dias se passaram e eu finalmente recebi o meu primeiro salário. Dei uma parte para a minha mãe e reservei a outra para comprar a calça nova, cinza e o sapato tremendão preto com detalhes em branco. A camisa xadrez tinha tons em azul. Os meus amigos perguntavam com que roupa eu iria ao baile, mas mantive segredo. Toda calça nova que eu comprava, minha mãe tinha que ajustar. Fazer a barra ou bainha, às vezes ajustar na cintura, pois eu sempre comprava errado. 
Outro problema que sempre me acometia era que não me acostumava logo de cara com a calça nova. Sentia-me estranho. Muitas vezes, comprava calça nova e na hora de sair acabava indo com a velha, pois achava que não estava bem. Mas esse baile seria muito importante para mim: A Meire estaria lá. Seria na casa dela e se eu quisesse mesmo impressionar, deveria estar tudo certo e me sentindo à vontade com a calça nova. Daí eu tive uma idéia: Iria usar a calça um dia antes para me acostumar, assim, quando chegasse ao baile, não iria me sentir sem jeito. Dito e feito. O baile seria num sábado e na sexta feira eu fui trabalhar com a calça nova. Tomei cuidado para ninguém me ver, senão a calça não seria mais nova no dia do baile e ainda por cima, iria pegar mal usar a mesma calça dois dias seguidos. Para meu azar, o dia no trabalho começou quente. Muito serviço para fazer e ainda por cima, naquela sexta feira, o Office Boy faltou e eu tive que fazer o meu serviço e o dele. 
Então, tive que ir até o centro da cidade reconhecer firma de um documento. Peguei o ônibus elétrico e fui sentado no banco de trás para não amarrotar a calça nova. Cheguei ao cartório, fiz o serviço que deveria ser feito e na hora de ir embora, fui até a Praça da Sé para pegar o ônibus elétrico. Quando eu estava atravessando a rua, numa curva, veio outro ônibus fazendo uma manobra arriscada e em cima de mim. Daí só me restou correr para não ser atropelado. No que eu fiz a impulsão do meu corpo para correr, o meu pé direito enroscou na boca de sino da minha calça nova e eu caí do chão, ralando e rasgando a calça nova. Mas, tive tempo ainda de me levantar e me desvencilhar do ônibus. Só que, minha calça nova, além de ralada e rasgada, ficou suja de graxa, rasgou de ponta a ponta e fez um buraco bem na boca de sino, já que meu sapato tremendão tinha o bico fino. Enfim, eu fui ao baile, mas de calça velha. E a Meire!? Bom... Ela nem olhou para mim! 
>>> Antonio Auggusto João >>> Do Livro "33 Vezes em Apuros"

19 de maio de 2012

SOB O SIGNO DE ESCORPIÃO


Não tente me ferir mesmo que eu esteja cansado. Se estiver fraco e sem coração, não perderei meu raciocínio e você não vai me vencer. Se estiver cego, posso ser ágil e desviar das suas garras. Se estiver debilitado, posso encontrar forças para não deixar que você sugue o meu sangue. Se me vir agonizando, tome cuidado... Pode ser uma armadilha pra eu te pegar. Eu tenho o olhar aguçado da Águia e as armas de um Centurião: Eu tenho veneno... Sou de Escorpião. Vivo guardado em meu mundo e se você quiser entrar, vai ter que bater. Faça um sinal de fogo, mas não tente o punhal. A lâmina não é tão afiada como minha imaginação e a base não é sustentável como o meu equilíbrio. Troque suas armas e tente novamente... Mas fique atenta, não erre, não falhe e não me dê a sua mão: Eu tenho veneno... Sou de Escorpião.
Antonio Auggusto João

18 de maio de 2012

MORRE DONNA SUMMER, RAINHA DA DISCO 70´

Conhecida como rainha da era das discotecas, a cantora Donna Summer morreu quinta feira, 17/05/12, aos 63, na Flórida (EUA). A notícia foi dada pelo site "TMZ" e confirmada pela família pouco depois. Segundo o "TMZ", a cantora sofria de câncer de pulmão, mas não quis torná-lo público. Ela estava trabalhando em um novo álbum. Em comunicado, sua família disse que "está em paz, celebrando sua vida extraordinária e seu legado". Donna Summer, que ganhou o Grammy cinco vezes, despontou na cena disco com hits como "Last Dance", "Bad Girls" e "Hot Stuff" --que faz parte da trilha sonora da novela "Avenida Brasil". Donna, filha de um açougueiro e uma professora, nasceu como LaDonna Andrea Gaines. Cresceu ouvindo músicas de Dinah Washington, Supremes, Dionne Warwick e Janis Joplin. No ensino médio, se juntou a um grupo chamado Crow. Mais tarde, trabalhou fazendo backing vocal para o grupo Three Dog Night. Em 1971, como Donna Gaines, lançou seu primeiro single, uma cover de "Sally Go 'Round the Roses". Ela se casou em 1972 com o ator austríaco Helmuth Sommer, de quem adotou o sobrenome, modificado para "Summer", e teve sua primeira filha em 1973. Pouco depois, se divorciou. Summer também foi casada com o músico Bruce Sudano, com quem teve outras duas filhas.Relembre os maiores sucessos de Donna Summer
Ainda no início dos anos 70, cantando como backing vocal, Summer conheceu os produtores Giorgio Moroder e Pete Bellotte, nomes que ajudaram a dar forma à era disco. Em 1974, lançou seu primeiro disco, "Lady of the Night". Em 1975, ela levou a Moroder algumas ideias para a canção que viria a se tornar seu primeiro grande hit, "Love to Love You", lançado na Europa. A música alcançou as pistas dos EUA e do resto do mundo logo depois, como "Love to Love You Baby", chegando à segunda posição na parada "Billboard" em 1976. A partir daí, reinou absoluta e passou a movimentar as pistas de dança de todo o mundo até o início dos anos 80, quando tentou se lançar em outros estilos musicais. Em 1983, lançou o sucesso "She Works Hard for the Money". Summer investiu também na carreira de atriz e apareceu no filme "Até que Enfim é Sexta-Feira" em 1978. O 17º e último álbum de Donna Summer, "Crayons", foi lançado em 2008. Numa de suas últimas vindas ao Brasil, Donna Summer fez shows em São Paulo e no Rio, em novembro de 2009.>>> FSP

16 de maio de 2012

O PODER DE DEUS !

Incrível o poder de Deus! Quando minha filha se foi, achei que a minha vida tivesse acabado. Encontrei ajuda de muitas pessoas, mas foi muito difícil superar. Ainda não superei e nem vou superar, mas aprendi a conviver e entender essa dor que avassala a alma. Em nenhum segundo duvidei de Deus ou o critiquei. Quem sou eu? Me enclausurei em meu quarto, mas não fiquei com a boca escancarada e cheia de dentes, esperando a morte chegar. Comecei a interpretar a vida, ou aquilo que chamamos de vida. Com tudo isso, me surgiu uma inspiração imensa do fundo da minha alma e escrevi 10 livros de 150 páginas cada um. Ao relê-los, nem pude acreditar que fui eu mesmo quem os escrevi. Fiquei impressionado e acredito e tenho fé que DEUS os escreveu comigo, indicando-me as palavras, os verbos e as vírgulas... Interpretando-os. E tudo isso me conforta profundamente. Já publiquei um e agora vou me virar para publicar os demais e vou doar 100% de todos os meus direitos autorais para instituições que mantém crianças carentes, pois não me considero escritor e não sou digno de me apoderar de uma obra em que acredito que tive Deus como meu "parceiro". Sou um simples mortal que acredita em Deus e que acredita principalmente que todos nós podemos fazer algo para o próximo, por mais simples que seja. A bondade e a caridade também são "instrumentos" que coloco na educação do meu filho. E esse vai ser um dos legados que pretendo deixar aqui até o dia em que eu "for embora" para reencontrar-me novamente com a minha filha!  Graças a Deus!
Antonio Auggusto João

15 de maio de 2012

A PALAVRA SUPERAÇÃO


Deus quando nos deu a vida, traçou também nosso destino. A cada glória ou em cada sofrimento, sempre estamos sendo testados por ELE até quanto vai a nossa fé. Um grande amor pode morrer pra que um novo, ainda mais forte possa nascer. Uma grande perda, sempre deve ser superada, mesmo aquelas que você vai além do chão. Deve ser tirada como um ensinamento e a superação nos levará ao ressuscitamento da alma, a prova de que existe o milagre ou que uma doença grave pode ser curada, basta que tenhamos o discernimento e a vontade de viver novamente. Então, quando for necessário, chore. Como eu chorei tantas vezes de amor e de saudade, de angústias e tristezas. Você pode pensar diferente, mas as lágrimas são o antídoto para a desilusão. Jesus chorou ( João 11:35 ) quando soube que seu amigo morreu, todos nós choramos quando um ente querido se vai ou quando perdemos um grande amor, mas pense na alegria e nas lágrimas de felicidade quando você sentir que está superado, quando você provar para Deus que "passou no teste", que a vida pode ser melhor ainda, apesar das perdas. Daí então você estará concluindo um estudo minucioso da  Palavra Superação. Isso mesmo, superação: Está é a palavra certa. "De um dicionário de tragédias, onde encontramos sinônimos da palavra "morte", podemos transforma-lo num Livro de Cartas Poéticas, onde o amor nunca morre". Por isso, em sua vida, não escreva poemas, pois os poemas são subjetivos, muitas vezes líricos e o amor e a superação ficam tão intrínsecos, perdidos em metáforas que se diluem nos pensamentos. Escreva Cartas Poéticas... Sinceras.  Nelas, você poderá ver papéis borrados de lágrimas, mas também verá marcas de amor, de paixão, das tantas vezes que vamos nos apaixonar.
Antonio Auggusto João  

8 de maio de 2012

PRA NÃO FICAR SUBENTENDIDO

Cada um traduz as parábolas ditas por Jesus de uma forma e as seguem, interpretando-as à sua maneira ou de acordo com as orientações doutrinárias em que se acredita. Lendo seus ensinamentos, aprendi que o que fica subentendido é que para alcançarmos o céu, devemos PERSEVERAR. Parece óbvio, mas o óbvio também fica subentendido. Em resumo a tudo o que eu entendi, diante de minha fé, resumo e traduzo em parábolas, de forma a não ficar subentendido, ou seja, Jesus quis dizer a nós o seguinte: Na vida, enfrentarás vários obstáculos e nunca deverás se entregar ou desistir em superá-los. Assim, conquistarás a confiança do ser supremo. Não sejas fraco, lute nos campos de batalha e em chão de espinhos, pois quando estiver cansado e esgotado Deus virá te buscar e te carregarás e o livrará de todo mal. Não podeis esmorecer e mesmo se todos os mares desabarem sobre vós em forma de tsunamis, Deus virá te buscar novamente e tantas quantas vezes forem necessário e você clamará em prece e bem alto: “CASO EU ME “AFOGUE”, DEUS VIRÁ ME BUSCAR. ELE ANDARÁ SOBRE AS ÁGUAS. “ANDARÁ COMIGO SOBRE O MAR”
Antonio Auggusto João

SALA ESPECIAL !


Não confundam o título desta crônica com um programa de adultos que passava na TV Record no final dos anos setenta e inicio dos anos oitenta. Sala Especial era uma sala de aula, do Grupo Escolar Professor Odon Cavalcante, onde estudavam alunos, digamos, problemáticos. Tudo Isso ou essa história aconteceu nos idos entre 1.968 a 1.971, aproximadamente. A Sala Especial era o pavor dos alunos que freqüentava o Grupo. Nós estudávamos no período vespertino, ou seja, as aulas começavam as treze e trinta e terminava às dezessete horas. Todos os alunos eram obrigados a chegar às treze horas, pois antes de entrarmos nas salas de aula, tínhamos de ficar perfilados no pátio e ainda cantarmos o Hino Nacional Brasileiro. As meninas ficavam à frente e os meninos ficavam atrás. Quem era mais alto, ficava atrás também. Os alunos da Sala especial eram todos altos, não aparentavam que tinham a mesma idade que nós. Nós tínhamos entre sete e dez anos e eles, com a mesma idade, já tinham bigodes. Era assustador. Enquanto perfilados e cantando o hino, nossos olhos ficavam à espreita, olhando as atitudes daqueles alunos da Sala Especial. Eles não cantavam o hino, ficavam rindo e olhando para nós. Uma das alunas da Sala Especial era a Maria Bonita. Todas as meninas da escola usavam saias, menos a Maria Bonita. Os boatos que corriam pelos corredores era que ela tinha as pernas peludas igual a um Lobisomem, além do bigode. Certa vez, eu estava correndo pelo pátio, brincando, e me deu a maior sede. Fui até o bebedouro e me abaixei para beber a água. Então percebi que existia alguém atrás de mim, pela sombra que refletia na torneira banhada em alumínio. Quando me virei, levei o maior susto: Era a Maria Bonita. Frente a frente comigo. Fiquei uma semana sem dormir. Do outro lado do pátio, brincando com um carrinho, estava o Ratinho, também aluno da Sala Especial. Ele era bem pequenininho, mais tinha cara de velho. Os boatos na escola é que ele tinha mais de cinqüenta anos, mas a mente dele era de um garoto de sete. O Ratinho não assustava ninguém, apenas não largava um carrinho sem rodas que ele ficava brincando sozinho. Mas, o mais temido, aquele que provocava pavor na escola, que dava trabalho para os professores e alunos, era o Beiçola. Ele era o mais alto da escola e o mais forte, com apenas oito anos de idade. O maior temor que todo mundo tinha é que, quando ele ficava nervoso, ele atirava pedras em quem estivesse na frente e as pedras, sempre acertavam a cabeça. Ele costumava ficar na beira do riozinho atirando pedras na água, como se estivesse treinando. Quando saia briga era um deus nos acuda: Todo mundo corria e protegia a cabeça para não levar uma pedrada. Mas, a única pessoa que se dava bem com ele era a Maria Bonita. Se ela pedisse para ele parar, ele parava e ainda levava bronca. Maria Bonita era a pessoa quem o controlava. Beiçola não fazia lição de casa, não respeitava as professoras e a mãe dele nunca vinha nas reuniões de pais e mestres. Na hora do recreio também era um deus nos acuda: O Beiçola nunca trazia lanche e saia pegando o lanche de tudo mundo. Os bedéis corriam então atrás dele que se embrenhava no mato que tinha atrás do Grupo e só voltava na hora de ir embora. Mas, hoje em dia é muito mais fácil entender do que aqueles alunos precisavam. Eles não deviam ter amor e carinho em seus lares e se sentiam abandonados. A escola fazia o possível, mas a discriminação era evidente, tanto que eram mantidos numa Sala Especial. 
>>> Antonio Auggusto João (Do Livro "33 Vezes em Apuros!")

5 de maio de 2012

O GALO


Todo sábado à tarde eu e minha mãe íamos até a casa do vizinho, o Seu Manolo, que vendia galinhas. Nós entrávamos no galinheiro e enquanto a minha mãe escolhia e negociava o preço, eu ficava dando uns cascudos nos galos. Eu sempre soube que os elefantes têm boa memória, mas galo! A concorrência era grande no galinheiro do Seu Manolo. Quem chegava primeiro escolhia as melhores galinhas. Quem chegava por ultimo, ficava com aqueles franguinhos magrinhos. Dentro do galinheiro era um fedor insuportável. Além disso, o Seu Manolo criava porcos num chiqueiro que ficava ao lado do galinheiro, fazendo com que o fedor fosse maior ainda. Os vizinhos, assim como minha mãe, compravam as galinhas ou os frangos no sábado, matava-os, depenava-os, temperava-os, para que no domingo fosse o prato principal do almoço em família. A pior parte de toda essa história era quando, após a compra e o pagamento, a Dona Gení, que era a esposa do Seu Manolo, matava os frangos. Eu tinha a maior dó: Ela pegava no pescoço das galinhas e passava uma faca grande e afiada. Depois, minha mãe limpava e colocava num caldeirão grande com água fervendo, para poder depenar. Esse ritual eu assistia toda semana. Acho que é por isso que eu não como frango em hipótese alguma, até hoje. Mas a minha maior bronca era com os galos. Eu ia calçado de chinelos no galinheiro e os galos eram doidos para me dar esporadas nos calcanhares. Eu tinha que ficar esperto. No galinheiro, existiam os poleiros, que ficavam na parte mais alta. Lá, ficavam as galinhas chocadeiras, sempre vigiadas pelos galos. As galinhas que seriam vendidas ficavam no chão cacarejando e só paravam quando o Seu Manolo jogava os grãos de milho, quando ficavam ciscando.  Certa vez eu estava distraído enquanto minha mãe escolhia a galinha. O galo, aquele que nunca me esquecia, estava em cima do poleiro. Quando entrei no galinheiro, notei que ele ficou impaciente, andando de um lado para outro, nervoso, na bronca dos tantos cascudos que eu já havia dado na crista dele. Se ele pudesse falar, acredito que naquele dia ele teria me dito: De hoje você não me escapa. Então, como existiam vários clientes no galinheiro, o Seu Manolo me pediu para espalhar os grãos de milho no chão para as galinhas comerem. Eu estava com um olho nos grãos de milho e outro no galo, impaciente no alto do puleiro. Como o galinheiro era redondo, eu girava em circulo espalhando os grãos de milho. Quando cheguei perto do puleiro onde estava o galo, acabei me distraindo e me esqueci dele. Então, o galo começou a agir pondo em prática o plano que ele tanto tinha estudado, esquematizado e preparado, ou seja, ele deu um pulo nas minhas costas e grudou suas garras como se fossem esporas. Grudou e nem com os tabefes dado pelo Seu Manolo ele quis soltar. E o desgraçado se preparou tanto para aquilo, que nem as unhas estavam cortadas. Eu comecei a girar de um lado para outro, tentando pegar no pescoço ou na crista para ele me soltar. Mas o galo era bom de briga e ainda por cima traiçoeiro. Se ele tivesse vindo no mano a mano, sem trairagem, tudo bem, a gente iria ver quem era o melhor. Enfim, eu só consegui me desvencilhar daquela ave penosa quando minha mãe sacou de um pé de chinelo e foi necessário uma só chinelada bem na crista do galo. Na saída, eu olhei bem nos olhos dele e ele também olhou para mim, parecendo que um estava lendo o pensamento do outro, dizendo: - Vai ter volta cuzão!
Antonio Auggusto João (Do Livro "33 Vezes em Apuros!)

22 de março de 2012

SE AMAR FOSSE FÁCIL... NÃO EXISTIRIA DIFERENÇAS

Se fosse fácil amar, não haveria tanta gente amando mal, nem tanta gente mal amada. Se amar fosse fácil, não haveria tanta fome nem tantas guerras, gente sem sobrenome... Se amar fosse fácil, não haveriam crianças na rua sem ter ninguém, nem haveriam orfanatos porque as famílias adotariam mais filhos. Se amar fosse fácil ninguém negaria o que foi dito no altar, nem haveria divórcio, jamais. Mas o amor é um sentimento que depende de em "quero" seguido de um "eu espero". Por isso o amor é difícil. Jesus Cristo não estava brincando quando nos mandou amar e, quando morreu amando, deu a suprema lição. Não se ama porque é fácil ou difícil... Se ama porque é "preciso".


27 de fevereiro de 2012

E SE NINGUÉM MORRESSE ?

Viver para sempre não é sonho assim tão distante. Já tem muito cientista ambicionando a imortalidade - e com resultados significativos. Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisas Oncológicas da Espanha injetaram uma enzima em ratos que, ao melhorar a eficácia da divisão celular, aumentou em 50% a expectativa de vida das cobaias. Outros investigam as células-tronco e têm esperança de que elas ajudarão na renovação eterna das células. Mas, não importa por qual caminho vier, assim que o remédio da imortalidade estiver desenvolvido, ele será privilégio de gente milionária. Já existem remédios que custam R$ 1 milhão ao ano (como o que trata uma síndrome rara, em que o sistema imunológico destrói os glóbulos vermelhos do doente durante a noite), e talvez uma pílula da vida eterna não saísse por menos dinheiro. Ainda assim, uma parte dos 9 milhões de milionários do mundo toparia comprar o medicamento. E, daqui a 20 anos, quando a patente do remédio expirasse, o genérico da pílula da imortalidade ficaria acessível a todos. Isso quer dizer que, em poucas décadas, mais da metade das pessoas que morrem todos os anos de doenças cardíacas ou câncer - males que serão evitados com o remédio da imortalidade - deixariam de bater as botas. São 32 milhões de pes-soas ao ano que continuarão vivinhas - e superpovoando o planeta. Com tanta gente, dificilmente escaparíamos do controle de natalidade, da legalização do aborto, da crise ambiental e da escassez de alimentos. Mas nem tudo seria desgraça. Num planeta de imortais, à beira de um colapso ecológico, é possível que as soluções ambientais surgissem mais rapidamente. Afinal, quando a ameaça de destruição deixar de ser um problema só para as gerações futuras, todos vão ter de se mexer. Ninguém vai querer estar vivo quando o mundo acabar, certo? 
Tudo novo de novo
Os imortais vão encarar um planeta lotado e trabalho duro para sempre
1. Remedinho mágico
Nos primeiros anos, só os ricos vão usufruir da pílula da vida eterna. Sem mortes por doenças cardíacas ou cânceres, males diretamente ligados ao envelhecimento, o planeta deixaria de perder anualmente 32 milhões de pessoas - e ainda receberia os 150 milhões que já vêm naturalmente ao mundo todos os anos.
2. Bilhões de vizinhos
Se hoje já exploramos o planeta além da sua capacidade de renovação, com os imortais, o jeito seria controlar a natalidade e liberar o aborto. Assim como nos países populosos, cada casal só poderia ter um filho. Irmãos, tios e primos seriam extintos. Mas as famílias aumentariam: conviveríamos até o fim da vida com avós, bisavós e tetravós.
3. Mão na consciência
Com o acréscimo dos imortais, o desastre ecológico será inevitável. Mas a ameaça pode ser boa. Se todo mundo estiver vivo quando o planeta entrar em colapso - ou seja, quando o futuro distante se tornar realidade -, é possível que a cons-ciência ambiental e a preservação do planeta sejam levados a sério.
4. Vai trabalhar
A previdência, que sustenta os velhos com o trabalho dos jovens, já está em crise com o envelhecimento da população. "Se todo mundo viver 100 anos com aposentadoria, vai ficar caro", diz o professor de economia da PUC-SP, Antonio dos Santos. Ou seja, as pessoas vão viver para sempre - mas também vão passar o resto da eternidade trabalhando.
5. Uma mente sem lembranças
O cérebro humano tem limite de armazenamento. "Hoje já esquecemos de informações que não usamos quando aprendemos coisas novas", explica o gerontologista Aubrey de Grey. Nos imortais, aconteceria o mesmo: séculos inteiros seriam apagados da memória limitada. Vão viver, mas não vão lembrar para contar a história.
6. Adeus, deus
"Há tempo de nascer e tempo de morrer", diz a Bíblia. A Igreja não aprovaria uma droga que prolongasse a vida por tempo indeterminado. E não espere manifestações só dos católicos. Sem a ameaça de morte, para muita gente não faria sentido se manter religioso - até porque as religiões se baseiam na ideia de recompensar o ser humano no pós-morte.
7. Reinvenção constante
Com tanto tempo nas mãos, os humanos vão querer novas experiências. Engenheiros se tornarão médicos, que se tornarão bombeiros, que vão ser astronautas. O mesmo vai acontecer com os casamentos. O "até que a morte os separe" não vai fazer sentido. Ex-mulheres e ex-maridos vão pipocar por aí - e haja pensão para pagar todo mundo.
8. Cansei dessa vida
Depois de séculos, ser imortal será um fardo. Quem já viu de tudo não terá motivo para continuar vivo. Sem essa motivação, o ciclo natural da vida será tentador. O suicídio seria uma alternativa. Mas o mais provável é que as pessoas simplesmente parassem de tomar o remédio da juventude e voltassem a envelhecer.
Superinteressante/Agosto 2010/por Paula Soares