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26 de março de 2016

LIVRO - RUA CINCO DE JULHO - 2a. EDIÇÃO

Depois de cantarmos parabéns para o Sergio, o baile começou. Num canto da garagem eu estava esquentando a parede, tomando um gole de Crush e olhando para a Nádia. Tinha muito mais meninos do que meninas e a disputa era grande. Como era o mais alto, as meninas não gostavam muito de dançar comigo. Muitas vezes, enquanto esquentava a parede, meu irmão Duduí dançava com todas, principalmente quando o baile era na casa da Agnes, que morava na mesma casa da minha avó, na Rua Albatroz.
                Naquele dia, eu havia dançado com algumas garotas do baile, mas a Nádia não queria nada comigo. Estava ficando chato e eu tinha tomado quase um litro de Crush e deu vontade de pegar a vitrola e ir embora, mas antes tive que ir ao banheiro. Na volta, a Nádia tinha ido embora e fui o único que não dançou com ela. No outro dia, na escola, a Cristina me procurou dizendo que a Nádia estava brava comigo porque eu não tinha tirado ela para dançar. Percebi a mancada e que as coisas tinham de ser diferentes. Eu deveria mudar as minhas atitudes. Mas, de tudo aquilo que aconteceu no baile, fiquei contente, pois aprendi que não podemos sempre esperar que as pessoas venham até nós, nós temos que ter iniciativa. Eu tinha só treze anos, sem que isso pudesse ser um motivo para deixar de corrigir as minhas atitudes.
              Depois, continuando e aprendendo com a vida, voltei à casa da Nádia e a convidei para assistir “Django Atira Primeiro” no Cine Soberano, e não é que ela aceitou. Para impressionar, na entrada, comprei Drops Dulcora e Bala de Anis e ela gostou muito. Ainda bem que meu pai tinha me dado vinte cruzeiros. Eu pedi quinze, ele me deu vinte. Valeu pai! Eu disse!
TRECHO DO LIVRO 

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