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23 de janeiro de 2016

O LIVRO PROIBIDO

Antes de terminar de escrever esse livro, resolvi ler “Cinquenta Tons de Cinza”, para ter uma idéia melhor de como escrever com conteúdo erótico.  O livro conta a história de Anastásia Steele, uma jovem e ingênua estudante de literatura que aos 21 anos nunca teve um namorado. Ana, como prefere ser chamada, é uma mulher bonita, inteligente, mas extremamente desastrada. Ela mora com a amiga autoritária Katherine Kavanagh – ou simplesmente Kate –, que estuda jornalismo. Kate consegue marcar um horário para entrevistar Christian Grey, um bilionário de 28 anos que comanda um negócio multinacional. Não obstante, ela acaba adoecendo no dia da entrevista e solicita que Ana a realize em seu lugar. Ana corresponde ao pedido de Kate e nem imagina os rumos que sua vida iria tomar após aquele dia.
Quando Ana e Christian se conhecem, logo sentem uma forte atração um pelo outro. Apesar de sua inexperiência, Ana parece decidida a encarar um relacionamento e se entregar ao amor. Christian, por sua vez, é um homem com preferências estranhas e isso faz Ana hesitar em um primeiro momento. 
Não demora muito para que eles embarquem num intenso e sensual caso de amor. Ana ignora completamente os conselhos de sua amiga Kate e se deixa seduzir pelo homem que, para ela, é sinônimo de perfeição. Ela descobre mais sobre seus próprios desejos e se choca ao descobrir também que por trás daquele homem de sucesso existe um passado misterioso de segredos obscuros. 
Eu não avalio esse livro como ruim, mas ele ficou longe de entrar para a minha lista de favoritos. O que mais me chama atenção é que essa trilogia alcançou um sucesso estrondoso, principalmente entre o público feminino. 
Talvez a grande jogada da autora tenha sido criar uma protagonista bonita, com autoestima quase nula e absurdamente ingênua. A mocinha boba que se apaixona pelo bilionário atraente e é correspondida (mesmo que de maneira estranha), foi a aposta de E. L. James. 
As semelhanças com a saga Crepúsculo foram visíveis, por conta do “burburinho” acerca dessa trilogia. Nas primeiras páginas, gostei do desenvolvimento da narrativa e de como a protagonista fora apresentada. Contudo, no decorrer dos capítulos ficou chato quando Ana revirava os olhos, dizia os mesmos palavrões, mordia o lábio inferior, discutia com a sua “deusa interior” e com o seu inconsciente. No início foi interessante, cômico até. Depois ficou cansativo. Em um determinado momento do livro, alguns personagens simplesmente desaparecem e toda a trama fica concentrada em Ana e Christian. A grande parte do livro se resume em sexo, sexo e mais sexo. As cenas picantes ficaram repetitivas e os diálogos muito superficiais. 
Foi um acerto da autora quando o casal passou a se comunicar por e-mails. A leitura ficou mais leve e fluiu melhor. Além disso, os mistérios sobre o passado de Christian deram ritmo ao livro e despertam a curiosidade do leitor. Ponto para E. L. James! Os segredos que o “Sr. Perfeição” esconde, alavancam o interesse em ler o segundo volume. 
O livro pode ser facilmente manuseado, o tamanho da fonte também contribui para uma boa leitura. A Editora Intrínseca caprichou, não há queixas quanto a isso. “Cinquenta tons de cinza” é um livro de conteúdo erótico, portanto, destinado a maiores de 18 anos. Por isso, não recomendo a leitura a qualquer pessoa, da mesma forma que não recomendo esse meu livro para menores. Aprendi que escrever sobre erotismo e sensualidade sem usar palavras chulas, não faz sentido, não completa o que o leitor espera do outro lado. De qualquer forma, como escritor quero passar por várias experiências e escrever sobre todos os temas, até achar o meu tema mais forte, o meu tema ideal. Até lá, vou agradar e desagradar muita gente, vai ser estranho para alguns e compreensivo para outros, mas na essência vou encontrar o caminho certo para minhas letras.
Antonio Auggusto João



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