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23 de janeiro de 2016

LIVRO - 70 VEZES EM APUROS! - COLEÇÃO

SAI DA FRENTE


Para quem vive em São Paulo ou numa grande metrópoles sabe que uns dos maiores problemas que enfrentamos é o transito. O paulistano perde em média duas horas e quarenta e nove minutos por dia no trânsito. Eu perco quatro horas. A consequência dos congestionamentos na qualidade de vida das pessoas aparece das mais diversas formas e através de diferentes indicadores. Segundo dados do laboratório de Poluição da USP, morrem cerca de vinte pessoas por dia na região metropolitana da cidade, devido a problemas respiratórios agravados pela má qualidade do ar. Os meios motorizados de transportes, são os principais vilões da poluição atmosférica. O trânsito e o transporte da cidade é considerado por mais de cinquenta por cento da população, o segundo maior problema da cidade, ficando atrás somente do tema Saúde. O carro precisa ser visto e utilizado prioritariamente como um veículo de passeio. Mas para isso, o executivo precisa ampliar sua atuação e parar de relacionar o problema de mobilidade na cidade, somente ao excesso de carros e de pessoas que utilizam o transporte. É hipocrisia dos que possuem carros criticar a ampliação da compra de veículos, que na realidade representam melhoria das condições econômicas da população, que possibilitaram a mais pessoas adquirirem um automóvel. Mas como convencer a população deixar o carro e utilizar o transporte coletivo, saturado em horário de pico? Entre ficar três horas no ônibus e metrô lotado e três horas no trânsito congestionado dentro do carro, uma grande porcentagem prefere a segunda opção. Não dá para dizer que não existe políticas públicas para bicicletas, se mais de quinhentos quilometros de vias para ciclistas estão sendo executadas. Algumas alternativas amplamente debatidas precisam ser colocadas em prática, como o incentivo ao desenvolvimento de regional da cidade para que os desejos de viajem da população sejam descentralizadas do centro expandido e fiquem mais próximos do local onde moram. A criação de alternativas para locomoção também se faz essencial para incentivar o uso da bicicleta, e até mesmo da caminhada em percursos menores, que muitas vezes são feitos de carro. Estatísticas e projetos à parte, o apuro que passei ligado a esse tema começou numa tarde chuvosa de uma certa segunda feira. A cidade batia mais uma vez um alto índice de congestionamento e as pricipais vias estavam praticamente paradas. Os acidentes nestas ocasiões são inevitáveis, principalmente com os motociclistas, que como marabaristas, às vezes se dão mal numa manobra que na maior parte das vezes são muito arriscadas. Diante deste caos, os semafaros sempre ficam em amarelo piscante ou apagados, comprometendo ainda mais o transito e causando estado critico de nervos nos motoristas que perdem a paciência e cometem infrações. E os marronzinhos? Esses são como papéis, não podem se molhar porque senão borram e desmancham e assim somem do mapa quando começam as primeiras gotas de chuvas, ou se escondem de maneira estratégica com o intuito de multar os motoristas desesperados que cometem infrações com o objetivo de se livrarem do trânsito.                 - Eu estava atrasado, muito atrasado para chegar em um compromisso que se iniciaria as vinte horas. Sai as dezesseis horas da zona sul com destino a zona leste. Em situação normal eu gastaria no máximo duas horas, considerando um transito até certo ponto ruim. Mas eu já estava a três horas no transito e me encontrava no meio do caminho. Com certeza iria perder o meu compromisso que por sinal já havia sido adiado uma vez. Já estava noite e os vidros embaçados do carro dificultavam a visibilidade, aliado a chuva intermitente. À minha frente havia um veículo quebrado e foi muito dificil desviar, pois os outros motoristas não faziam a gentileza de me deixar desviar, enquanto que os outros motoristas que vinham atrás, buzinavam e xingavam a minha mãe que não tinha nada a ver com isso. Quando enfim me livrei daquela situação, entrei na via principal e o transito começou a fluir de maneira satisfatória. Entretanto, lembrei-me que naquela avenida existiam vários radares que fotografavam e multavam os motoristas que ultrapassassem a velocidade de sessenta quilometros por hora e que inclusive, eu havia sido multado duas vezes e acumulado oito pontos na minha carteira de habilitação. Neste caso, reduzi a velocidade para sessenta quilometros por hora para não ser multado, mas os carros que vinham atrás de mim não queriam saber e lançavam faróis alto para eu sair da frente. Foi então que resolvi não me estressar mais e sai pela direita, deixando os apressados e cheios de dinheiro para pagar as multas passarem. Eu tinha perdido meu compromisso mesmo e não queria completar meu dia com mais uma multa no meu curriculo. Só que paciência tem limites: Um onibus fora da faixa exclusiva apontou atrás do meu carro com os faróis altos e piscantes na minha direção, solicitando gentilmente para eu sair da frente. Naquela altura, eu estava de saco cheio e achei um absurdo um onibus em alta velocidade, do lado esquerdo da via, fora de sua faixa exclusiva e ainda com farol alto sugerindo para eu andar acima do limite ou sair da frente. Subtamente senti meu coração palpitar e sabia que isso era um sinal de que meu estado de nervos havia atingido o ponto máximo. Foi então que abri o vidro da janela lateral, coloquei o meu braço esquerdo para fora da janeira e fiz um sinal caracterisco, mandando o motorista do onibus para aquele lugar. Para completar, reduzi ainda mais a velocidade, fazendo com que o motorista do onibus tivesse que frear mais bruscamente. Pensei como estariam se sentindo os passageiros com o motorista dirigindo daquela maneira. Mas logo à frente o semáfaro indicou a cor vermelha e eu parei à direita, bem perto da faixa de pedrestes, enquanto que o onibus parou na minha lateral esquerda. Achei melhor não olhar para o onibus, mas com raiva, olhei na direção do motorista e tomei o maior susto, pois o onibus não era um onibus convencional, de passageiros, obrigados a andar na faixa exclusiva. Era um onibus da policia militar, do batalhão de choque, com uns quarenta policiais dentro, todos de cabeça para fora, olhando para a minha direção, e o onibus vei atrás de mim como se estivesse sem freio, enquanto que o motorista ameaçava descer ou encostar para me fechar, quando tive a ideia de entrar numa rua estreita, do meu lado direito, através de uma pequena brecha, no mesmo momento em que a porta do onibus da policia se abriu e três soldados saíram para me pegar! Daí então o medo foi que eles tivessem anotado a minha placa, nas até hoje nada de mais grave me aconteceu, somente o estresse e a perda do meu compromisso daquele dia!
Trecho do Livro 

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