24 janeiro 2016

LIVRO - RUA CINCO DE JULHO - PARTE II - BURACO NA ALMA NO CAMPO DE SONHOS

O número 316 apareceu no painel da recepção. Eu seria o próximo a ser atendido, a fazer os exames. Lembrei-me de quando minha mãe me levava aos Sanatorinhos na Rua dos Patriotas. Eu era muito pequeno, não entendia nada, não entendia o porquê de estar ali, naquela fila, esperando um homem vestido com um avental branco me examinar. Minha única preocupação era segurar a minha bola de capotão que não largava nem para dormir. Debaixo da minha cama, lembro-me muito bem que existia um penico e minha bola de capotão, além do meu bamba branco, para jogar futebol e fazer educação física. Certo dia, escondido atrás da porta, ouvi uma conversa da minha mãe com o meu pai, onde minha mãe dizia que precisaria me levar num outro médico, pois no Sanatorinhos não tinham recursos e eu tinha que cuidar de uma “doença” que eu tinha no coração. Ouvi minha mãe dizendo que eu tinha “sopro no coração”. Depois de alguns minutos refletindo e tentando entender aquela conversa dos meus pais, passei pela sala de estar e debaixo da mesa de jantar peguei minha bola de capotão e disse à minha mãe:
          - Mãe, posso ir jogar futebol na rua?
          - Pode sim meu filho!
          - Se eu cair, me machucar, você passa mercúrio e “sopra”?
          - “Sopro” sim meu filho, “sopro”... Pode ir!
          Da poltrona da recepção, via alguns meninos jogando futebol na rua lateral ao laboratório. Chutavam uma bola de capotão velha, com os gomos descosturados, jogavam sem camisas, como fazíamos na Rua Cinco de Julho.  O painel ainda exibia o número 316 quando ouvi uma voz grave chamar o número 317, eu. O painel havia quebrado e chegara a minha vez de fazer os exames. As memórias da minha infância estão sempre vivas, às vezes, me sinto como um menino, mesmo sem ter mais a minha bola de capotão debaixo da cama, do tênis bamba não existir mais e da minha mãe  não estar mais aqui para “soprar” o meu coração!  Talvez o meu melhor remédio, na minha vida inteira, foi a liberdade de viver colado junto a minha bola de capotão, de brincar na Rua Cinco de Julho, de sonhar em marcar um gol decisivo numa partida de futebol.
Trecho do Livro


LIVRO - ESTADO DE JÓ - DOR E SOFRIMENTO

QUANDO TUDO DÁ ERRADO

          Imagine um dia que começa como qualquer outro. Você se levanta para ir ao serviço e, chegando à firma, encontra as portas lacradas. A firma fechou, sem aviso. Você, inesperadamente, ficou desempregado. Tendo obrigações para cumprir, você decide ir ao banco para sacar dinheiro e pagar algumas contas que estão vencendo. Mas, chegando ao banco, eles dizem que sua conta foi fechada, sem explicação, e que você não tem nenhum centavo. O dia já está piorando. Você resolve voltar para casa, ainda tentando entender o que está acontecendo. Chegando perto de sua rua, você percebe vários bombeiros e ambulâncias correndo por todos os lados. Suas vizinhas estão na rua, chorando inconsolavelmente. Antes de você chegar até sua casa, um dos vizinhos chama você e fala palavras que jamais esquecerá: "Aconteceu tão rápido", ele diz, "que não foi possível salvar ninguém. A casa, de repente, explodiu. Todos que estavam dentro morreram. Eu sinto muito. Todos os seus filhos estão mortos."

          Alguns dias passam. Você acorda num lugar estranho. Olhando para seu redor, percebe que está num hospital. Você está sentindo dores terríveis, e uma coceira constante. Depois de algumas horas de sofrimento, a enfermeira avisa que está na hora de visita. No seu caso, várias pessoas serão permitidas entrar para visitá-lo. A primeira pessoa que entra no quarto é sua esposa. Precisando muito de uma palavra de consolo e de explicação, você olha para ela com tanta esperança, nunca imaginando o que ela vai falar. Ela chega perto da sua cama e começa a gritar: "Eu não entendo a sua atitude", ela diz. "Sua fé não vale nada. Você confia num Deus que fez tudo isso? Amaldiçoe o nome de Deus e morra!" Com essas palavras, ela sai do quarto. Enquanto você procura entender tudo isso, chegam alguns amigos seus. São velhos amigos, sempre prontos para ajudar. Agora será consolado! Mas, eles entram no quarto, vêem seu estado crítico e seu corpo desfigurado pela doença, e não falam nada. Ficam com a boca aberta, olhando, mas não acreditam. Depois de um longo período de silêncio, um deles fala: "Você mereceu isso. Você deve ter feito alguma maldade muito grande, e Deus está te castigando. Ele tirou todos os seu bens e matou seus filhos. Ele causou esta sua doença. Ele fez tudo isso porque você é mau!" Você começa discutir quando um dos outros concorda com o primeiro, e depois outro também concorda com eles. Não adianta discutir. Para eles, você é um detestável pecador que deve sofrer mais ainda.

          De repente, algumas crianças passam no corredor. Você se anima, porque crianças sempre trazem alegria e amor. Mas, estas crianças param na porta, vêem a feiúra do seu rosto e corpo, e saem correndo. "Nunca vi nada tão feio", uma delas comenta.
Tudo ficção? Jamais aconteceria uma coisa tão terrível? Modifiquei os detalhes para ajudar você, o leitor moderno, sentir na pele o que aconteceu na vida de Jó. O livro de Jó é, possivelmente, o primeiro livro bíblico escrito. Um homem fiel e abençoado por Deus perdeu, num dia só, todas as suas posses e todos os seus filhos. Logo depois, foi atacado por uma terrível enfermidade. A própria esposa foi contra este homem de Deus, e disse: "Amaldiçoa a Deus e morre" (Jó 2:9). Os amigos o condenaram e discutiram com ele para provar a sua culpa (a maior parte do livro relata essas discussões, começando no 2:11 e continuando até 37:24). Todos os conhecidos dele, até as crianças, o desprezaram (19:13-19).
          O livro de Jó trata de um dos assuntos mais difíceis na experiência humana: como entender e lidar com o sofrimento. É um livro rico e cativante que todos os servos de Deus precisam estudar. Um dia, mais cedo ou mais tarde, ele será útil na sua vida.

Trecho do Livro 

LIVRO - RUA CINCO DE JULHO - BURACO NA ALMA NO CAMPO DE SONHOS

LANÇAMENTO EM FEVEREIRO 2.016
Quando me deitei naquela noite sentia dor em todo o corpo, razão pela qual quão grande foi o meu esforço o dia todo. Ao sentir que o sono estava chegando, via alguns fleches de luzes amarelas que cansavam meus olhos. Vinha em minha mente o gol incrível que eu havia perdido e a grande defesa no nosso goleiro Cação. Todas as noites, antes do sono chegar, pensava como seria marcando o gol do título, numa grande final de campeonato, ainda mais que na única final que eu havia disputado na vida, perdemos de três a zero. Lembrei-me da tristeza que foi quando perdemos o jogo e o título. Lembrei-me do meu amigo Ratinho, que driblou o goleiro, me deu um passe açucarado e chutei pra fora. Lembrei-me também que ele havia sido chamado por Deus uma semana após perdermos o título, e com nove anos de idade, foi muito difícil eu entender. Sonhava com ele quase todos os dias e no sonho, ele me passava a bola e eu devolvia pra ele marcar o gol.
                   Sonhar com pessoas do passado é muito comum. Essas pessoas podem ser aquelas pessoas que gostávamos ou não e que se foram, faleceram. Estes tipos de sonhos têm um significado simbólico. Algumas das pessoas nesses sonhos podem simbolizar características e traços de personalidade semelhantes ao seu ou representam aspectos sobre si mesmo que você gosta ou não. Se você sonhar com alguém que você conheceu que era muito agressivo essa pessoa pode representar a sua própria agressividade ou representar alguém que está sendo agressivo com você agora. O que este tipo de sonho está tentando lhe dizer sobre você mesmo ou outras pessoas em sua vida?
                   Se você sonhar com amigos da sua infância, isso pode significar que você tem saudade de um tempo passado, quando você tinha menos pressões e responsabilidades. Também pode simbolizar o estresse ou pressão que você teve em sua própria vida enquanto crescia. Alguns desses velhos amigos podem representar esses estressores. Na verdade, você pode estar enfrentando esses mesmos fatores de estresse em sua vida de vigília adulta (seja em um relacionamento ou no seu emprego), como ocorria quando você era uma criança. Estes velhos amigos de seu passado também podem lembrá-lo de algumas pessoas com os quais você está lidando em sua vida diária atual, tanto seus olhares, comportamentos ou ações - boas ou ruins. Às vezes os sonhos com amigos de infância indica que você teve alguns negócios inacabados com essas pessoas (como o passe que recebi do Ratinho e chutei pra fora), pode representar algo que você gostaria de ter feito diferente. Além disso, pode haver alguém em sua vida de vigília agora que desperta os mesmos sentimentos dentro de você. Se você sonhar sobre as pessoas que o magoaram, eles podem aparecer quando você está enfrentando pressão de desfazer em sua vida de vigília. Talvez você só pode estar faltando a pessoa no seu sonho, ou que tipo de amizade valorizado. Se você está tendo sentimentos de fracasso em sua vida atual e você tem velhos amigos que você sabe que se tornaram mais bem sucedidos do que você, seu subconsciente pode trazê-los em seu sonho por causa de seus medos, inadequações e ciúmes.
                   Às vezes, velhos amigos que você teve um desentendimento aparecem em seus sonhos. No sonho você tentar abordá-los de uma forma amigável, mas é rejeitado. Isto pode representar sentimentos de culpa, tristeza e perda, ou que você nunca se reconciliou. Às vezes, esses sonhos podem ser recorrentes, que pode estar provocando ansiedade e irritante.
Sempre olhe para as situações que acontecem com as pessoas em seus sonhos. Ao fazê-lo, isso vai ajudar você a entender as mensagens que o sonho pode estar enviando sobre si ou sobre o seu relacionamento com os outros.
                   Eu quis muito pedir uma bola nova ao meu pai no dia do meu aniversário, mas estava mesmo precisando de um tênis novo. O meu bamba branco estava todo detonado no bico de tanto chutar no gol. Eu gostava de chutar de longe, testar o goleiro, surpreendê-lo e, assim, não havia tênis que resistia. Comprar um Ki-Chute nem pensar; Era muito caro e eu tinha medo de pedir para meu pai. Meu pai dizia que o Ki-Chute era “pra gente rica”, mas me contentava com o tênis bamba. Fazer aulas de educação física, jogar bola na rua de terra, na quadra de cimento quebrado na escola... Sempre de bamba!
                   Acordei assustado na sexta feira, pensando ser sábado - Vai ter jogo decisivo contra os caras da Rua Marcos Portugal! Vieram me avisar logo cedo. O jogo seria no sábado. Fui ao banheiro e ouvi minha mãe conversando com minha Tia Isabel na cozinha. Senti aquele aroma doce do café que minha mãe fazia. Fui até a cozinha dar bênção à minha Tia, que me abraçou e me deu um caixa embrulhada em papel de presente.  Lembrei que era o dia do meu aniversário. Meus olhos se arregalaram quando olhei para minha Tia e minha Mãe com um sorriso largo no rosto. – Obrigado Tia Isabel!  Abri a caixa e meus olhos se arregalaram novamente quando vi o presente: Era tudo que eu queria ter: Um calção preto com uma listra branca vertical dos lados. Combinava com a minha camisa branca e meu meião também branco.  - Só falta um tênis novo. Disse, olhando para minha Mãe. Até então, a data do meu aniversário, apesar do presente, estava em segundo plano, afinal, no dia seguinte  teríamos um jogo decisivo contra os caras da Marcos Portugal e eu estava concentrado no jogo. Quando disse que faltava o tênis, senti um ar de melancolia na expressão facial da minha mãe. Tomei o meu leite com café e fui para a rua me reunir com os caras do meu time e combinar a estratégia para vencermos o jogo. No meio da rodinha com os amigos, percebi que minha mãe havia saído à francesa de casa. Foi em direção a Rua Vergueiro, no ponto 22, onde tinha comércio, padaria etc. Depois de quase uma hora, percebi minha mãe entrando de fininho em casa segurando um pacote. Pensei no bolo, afinal, apesar de não me fazer importância, era o dia do meu aniversário, mas tinha o jogo contra os caras da Rua Marcos Portugal e valendo flâmula!
                   Continuei conversando com os amigos e observando a garoa fina que começara a cair. A Rua Cinco de Julho era de terra e se a garoa apertasse teríamos que decidir o jogo no barro. Imaginei como ficaria a cor da minha camisa e do meu bamba, brancos. Ao colocar os meus olhos de frente à Rua da Transmissão me veio várias pessoas à mente. Várias situações, muitas festas, muitas alegrias e você que está lendo esse livro pode ter certeza que me lembrei de você, na Rua Cinco de Julho:
                   Quando anoitecia, depois de voltar da escola e jogar o meu futebol na rua, minha mãe preparava o jantar e eu não tirava os olhos do prato do meu pai. Pensava um dia ser forte como ele para ter um chute possante e ser o artilheiro do time da escola. Após o jantar, subia as escadas e antes mesmo de chegar à rua, olhava para o céu e tentava descobrir diante de milhares de estrelas, qual tinha o mais intenso brilho e sonhava com um futuro alegre e pedia a Deus para que a minha família e os meus amigos sempre estivessem bem perto de mim. E daquele cenário eu não tirava os olhos da placa grudada no poste em frente à casa do Seu Mario e da Dona Vitalina, em que se lia RUA CINCO DE JULHO.
                   E as lágrimas que caíam do meu rosto nas várias vezes que sonhava que estava brincando na Rua, se confundiam com a desilusão de ver minha bola de capotão estática, “sentada” no telhado da casa da Dona Geni, da Dona Alice, no quintal da Dona Violeta ou do Seu Valter, pai do Chico Louco, esperando o dia amanhecer para que de uma forma ou de outra eu pudesse tê-la novamente em minhas mãos, em meus pés, mesmo mordida pelos cachorros, para que ela pudesse ser o complemento de tantas histórias que eu viveria no templo sagrado chamado RUA CINCO DE JULHO.

                   - Tinho! Vem pra dentro! Tá garoando!
Minha Mãe estava me chamando. Resolvi entrar e descobrir o que ela tinha ido fazer no ponto 22. Entrei em casa correndo, sem antes dar uma volta no pé de limão que ficava bem no meio do quintal. Entrei na cozinha numa vula e dei de frente com minha Mãe segurando uma caixa.

                   - Tome meu filho! É pra você!
Era uma caixa contendo um par de bamba branco, novinho, número trinta e cinco! Dei um longo abraço em minha Mãe, afinal, era o dia do aniversário dela também, nascemos no mesmo dia. Não demorou muito tempo e fui para a Rua com o tênis no pé, calção preto que ganhei da minha Tia Isabel e minha camisa branca. Apesar da garoa, minha mãe não achou ruim, pois afinal era dia do nosso aniversário.
                   Meu irmão trouxe a bola de capotão e começamos a brincar na Rua. Não demorou também para estarmos todos sujos de barro, mas aquele dia, minha mãe poupou a bronca.  
                - Tinho! Vem tomar banho! Tá na hora de ir para a escola!
Entrei correndo em casa, tomei banho, coloquei o uniforme do Grupo Escolar Professor Odon Cavalcanti e fui para a escola. Chegando à sala numero dois, a Professora Julieta estava com um sorriso largo no rosto. Foi só me sentar que todos se levantaram e começaram a cantar parabéns a você!

          Foi então que caiu a minha ficha. O fato de termos jogo decisivo no sábado contra os caras da Rua Marcos Portugal, valendo flâmula, fazia com que eu me esquecesse de que era o dia do meu aniversário. Recebi os cumprimentos de todos os meus amigos e sai da sala para ir até a copa buscar uma faca para cortar o Bolo Pullman que minha mãe havia enviado para os “parabéns a você”. 
Trecho do Livro
o

LIVRO - OS OLHOS DO CENTURIÃO - 2a. EDIÇÃO

Um menino encontrou um bilhete caído no chão. Ainda era muito novo para entender o sentido do bilhete que havia caído do meio de um livro de muitas páginas, que ele ainda não sabia o porquê. Mas, teve em seu pensamento uma certeza que aquilo era um aviso para nunca desistir... Sentiu isto na alma, no fundo do coração. Resolveu guardar o bilhete consigo e teve este como sua oração. Com o tempo foi lendo e entendendo aquele livro que o ajudou em muitos momentos difíceis. Depois, homem feito, teve em sua vida uma desilusão, como muitas... Teve um de seus poucos prazeres impedido de realizar. Talvez isto tenha um significado muito forte, que neste momento, muito triste, este homem não possa perceber, em razão da cegueira que provoca a tristeza que habita o seu coração. Entretanto, apesar de toda a tristeza, este homem ainda guarda o mesmo livro, aquele que o ajudou a entender melhor a vida e o tornou mais próximo de Deus... O Livro, você já percebeu... O bilhete resumia o seguinte: Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo.
 Trecho do Livro


LIVRO - ALGUMAS PALAVRAS _ VI - O SENTIDO DA VIDA

A VIDA NÃO TEM SENTIDO
Estava próximo de realizar mais uma palestra, quando a coordenadora do evento me chamou e disse que havia uma pessoa que gostaria de falar comigo. Coloquei-me disponível para estabelecer o diálogo, mas a lembrei que faltavam quinze minutos para iniciar a apresentação, que seria às vinte horas. Ela disse que seria breve, ele estava nervoso e recém-saído da penitenciária, mas desejava falar. Eu confesso que estas últimas informações alteraram minha disposição em falar com ele, afinal, creio que a conversa seria longa. Mas vamos lá. Apresentou-se a mim um homem no vigor de seus 45 anos que foi diretamente, sem devidamente apresentar-se, dizendo:
- A vida não tem sentido!
Mediante ao descontrole da situação, não do rapaz que parecia certo do que estava dizendo, ele, diante do meu silêncio insistiu:
- A vida não tem sentido!
Nisso faltavam apenas três minutos para a apresentação e o máximo que pude dizer a ele é que precisava iniciar o trabalho, mas tentaria, durante a palestra esclarecer sobre suas inquietações. Realizei meu trabalho e ao término da apresentação não pude ver mais o homem, que se perdeu no tumultuo das pessoas e dos autógrafos dos livros. Mas a expressão dele afirmando sua descoberta sobre a vida me perseguia o pensamento. Naquela noite retornei para casa viajando quatro horas, e pensando na expressão
contundente daquele homem, sobre sua impressão da vida e tudo mais. Após horas de reflexão, guardando sempre o olhar fixo e forte do homem, cheguei a uma conclusão pessoal sobre o assunto:
- A vida não tem sentido!
É isso mesmo, percebi que o homem tinha razão, a vida não tem nenhum sentido. Deus, em sua grandeza e sabedoria, respeita a liberdade de cada criatura e nos oferece uma vida sem sentido algum, para que cada um possa colocar o sentido que quiser. A partir desta data, sempre que alguém me diz que a vida não tem sentido, eu respondo: 
– Você pos algum
Se não colocou, claro que não tem! Cabe a cada um de nós, encontrar algo na vida que faça com que ela valha a pena, compete a cada um dar um sentido à vida que tem, ou ela nunca terá sentido. Para que você vive? Qual razão lhe faz acordar todos os dias?
Na questão 920 de “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec pergunta: 
- O homem pode gozar de completa felicidade na Terra? 
O obtêm como resposta:
- “Não, por isso que a vida lhe foi dada como prova ou expiação. Dele, porém, depende a suavização de seus males e o ser tão feliz quanto possível na Terra”.
Fica evidente que compete a cada um edificar a própria felicidade, afinal ela é subproduto de uma vida reta e pautada pelas bases sólidas das diretrizes apontadas por Jesus e assim, encontrarmos algo pelo qual valha a pena acordar todos os dias, além da graça e beleza natural da vida.
Trecho do Livro

LIVRO - ALGUMAS PALAVRAS _ V - O INÍCIO E O "FIM"

Quantos anos tem a Terra? Os cientistas tem encontrado evidencias de que a terra é antiquíssima. Isso cria um conflito entre eles e certos cristãos que acreditam que a Bíblia diz claramente que faz pouco mais de seis mil anos que Deus criou o Universo. O cristão deve reconhecer certos fatos ao interpretar a narrativa da criação. Em primeiro lugar, Gênesis não apresenta datas, e não se pode levar em consideração as genealogias para efetuar cálculos exatos, pois nelas há alguns vazios. Mesmo considerando os grandes avanços científicos atuais e as melhores análises exegéticas e teológicas, não é possível precisar a idade do Universo nem quanto tempo levou o ato da criação. É provável que milhões de anos tenham passado entre os versículos 1 e 2 de Gênesis. O certo é que Deus é o Senhor do tempo, espaço, matéria e de toda a energia, e não se deixa limitar por nenhuma dessas dimensões. A palavra “dia” para Deus pode significar o período de 24 horas como também toda uma era geológica de extensão indefinida. A palavra hebraica usada em Gênesis 1 para dia (yôm) pode ser utilizada para designar tanto um período de 24 horas como uma representação simbólica. Existem várias passagens na Bíblia em que yôm é usada num contexto não-literal, como em “o dia do Senhor”, sem que isso signifique 24 horas.

          Agostinho de Hipona em seus livros Comentário ao Gênesis; Confissões e a Cidade de Deus, repetidas vezes volta para questão do tempo em relação ao capítulo 1 de Gênesis, concluindo que Deus se encontra fora dele e não conectado a ele (2 Pedro 3.8 declara isso de modo explícito: “Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia”). Isso leva Agostinho a questionar a duração dos sete dias literais da criação. Por fim, Agostinho escreve: “Que tipo de dias eram aqueles, para nós, é extremamente difícil ou talvez impossível, conceber”. Diversas interpretações continuam a ser difundidas sobre o significado de Gênesis 1 e 2. Algumas em particular oriundas de cristãos sinceros, insistem em uma interpretação completamente literal, incluindo os dias de 24 horas. Com base em informações genealógicas do Antigo Testamento que vieram em seguida, chegam à conclusão que Deus criou os céus e a terra a menos de 10 mil anos. Cristãos igualmente sinceros não aceitam a condição de que os dias da criação tinham 24 horas, embora aceitem a narrativa como uma representação literal e sequencial dos atos criativos de Deus. Apesar dos 25 séculos de debate entre ciência e religião, é justo dizer que nenhum ser humano sobe interpretar com precisão Gênesis 1 e 2.
Trecho do Livro

LIVRO - SANTO AGOSTINHO - FILOSOFIA, CONFISSÕES E LIVRE-ARBÍTRIO

Toda a trajetória humana consiste em uma busca progressiva de respostas, na qual o homem procura superar a si mesmo em meio aos conflitos existenciais em direção à almejada verdade libertadora. Efetivamente, importa em um primeiro momento questionar: como se chegar a essa verdade? E ainda, o que é a verdade? Ao se questionar qual o meio prático mais eficaz para se melhorar nesta vida e resistir ao arrastamento do mal, Santo Agostinho responde em O Livro dos Espíritos: Um sábio da Antigüidade vos disse: ”Conhece-te a ti mesmo”. Tal aforismo, já inscrito no oráculo de Delfos, nos leva inicialmente a entender que a libertação e alegria do Espírito não consistem em um estado, mas em um processo de busca da verdade em si mesmo, o qual define-se, consoante a pedagogia socrática, em dois momentos: a ironia e a maiêutica. Através da ironia, ou arte da interrogação, Sócrates levava o discípulo a afastar toda idéia falsa ou ilusão que tivesse do mundo e sobre si mesmo, induzindo-o a chegar à verdade por si mesmo. Tal procedimento visa inicialmente pôr a descoberto a vaidade, desmascarar a impostura e seguir a verdade. Ao atacar os cânones oficiais, a ironia socrática parece ter uma feição negativa e revolucionária, no entanto, esse primeiro momento do processo de autoconhecimento é autêntico, uma vez que visa à purificação da alma por via da expulsão de idéias obscuras e ilusórias que esta possui sobre si e que na verdade distanciam a alma de si mesma. A melhor maneira de promover o auto-aperfeiçoamento, afirma Sócrates, é por meio do auto-exame através deste reencontro consigo mesmo que se torna possível o renascer da própria consciência, a parturição, ou seja, o trazer à luz as próprias idéias. Apenas aquilo que é decidido de dentro para fora é autêntico e pode nos libertar. Efetivamente, a posse da verdade consiste em uma operação não apenas vital, mas pessoal, em que a forma interrogativa ou dialética permite ao discípulo relembrar a verdade adormecida em sua alma. É assim que Agostinho de Hipona nos descreve o itinerário dessa busca de autoconhecimento diante de tantos conflitos existenciais que afligiam sua alma quando, dilacerado pelas vaidades e paixões, desperta para as verdades cristãs.
Trecho do Livro 

23 janeiro 2016

LIVRO - MULHERES DE DEUS - VOL. II

Quis Deus libertar os hebreus do jugo dos egípcios, e suscitou um Moisés, que se apresenta diante do orgulhoso faraó, faz milagres para comprovar sua missão divina, lança pragas sobre o Egito, e ostenta o poder divino, abrindo diante de si as águas do Mar Vermelho, e nelas sepultando para sempre os exércitos inimigos. Quis Deus salvar a França do domínio inglês, na Idade Média, e em vez de fazer nascer entre os filhos dessa nação um grande general, chamou para realizar sua obra uma donzela, inocente pastorinha da Lorena. De repente, um país derrotado e decadente, retalhado pela ambição, governado por um príncipe fraco e hesitante, ressuscita ao ouvir a convocação de Joana. Sua voz virginal dá força aos fracos, coragem aos covardes e fé aos descrentes. Sua inocência infunde terror nos inimigos, restaura a pureza dos devassos. Seu nome é um brado de guerra. Sua figura, um estandarte imaculado. Em sua curta vida, conheceu os esplendores da glória e as humilhações da mais vil perseguição: a da calúnia - último recurso dos invejosos, arma traiçoeira dos infames, que poupa o corpo e fere a honra. Condenada à morte como bruxa, reduzida a cinzas pelo fogo, sua inocência triunfou nos altares para todo o sempre: Santa Joana d'Arc. No tempo em que a frança feudal, a França do heroísmo e da cavalheirosidade, encontrava-se sob o pé conquistador da Inglaterra, uma pastorinha foi suscitada por Deus numa aldeia muito humilde, cujo nome soa como toque de sino: Domremy. Desde muito cedo,tinha o costume de rezar enquanto se achava sozinha no campo, apascentando o rebanho de seus pais. Certo dia ouviu vozes misteriosas, que acabaram por identificar-se como sendo de São Miguel e de duas santas. Urgiram-na a apresentar-se ao rei de França e comunicar-lhe que Deus a enviava a fim de anunciar seu auxílio para expulsar os ingleses do território francês. Aquela virgem encantadora resolveu então partir e apresentar-se ao soberano. Logo que chegou à corte, passou-se com ela um belíssimo fato que veio provar a autenticidade de sua missão. Numa época como aquela, em que não havia imprensa nem televisão, só restava um modo de se conhecer o semblante do rei: olhá-lo diretamente. Quem nunca o houvesse visto, não saberia identificá-lo pela fisionomia no meio de muitas pessoas. No dia em que o rei Carlos VII condescendeu em ouvir Santa Joana d'Arc, vestiu-se ele como um simples nobre e, no salão de audiências, repleto de pessoas, retirou-se para um lugar secundário, mandando que outro se colocasse no lugar central, trajado como se fosse monarca. Santa Joana d'Arc entrou, olhou para todos e, sem titubear, foi em direção àquele que se ocultava num dos cantos, dizendo-lhe:" Ó Rei, eu venho vos falar!" Na conversa que se seguiu, Carlos VII pôs dificuldades `a jovem pastora, contudo ela venceu-as todas. Convencido de sua missão, o monarca colocou-a, frágil e débil, à frente de um dos exércitos mais fortes da Europa. E ela, na sua debilidade virginal e encantadora, comandou-o e empurrou os ingleses quase completamente para fora da França. Certa feita, santa Joana d'Arc dirigiu-se a Carlos VII, dizendo querer dele um inapreciável presente, e perguntou se o monarca estava disposto a dá-lo. Disse ele que sim. Ela, então, afirmou que desejava o Reino da frança! Surpreso e contrafeito, o rei entretanto condescendeu. Santa Joana d'Arc imediatamente mandou chamar quatro tabeliães e lavrou um ato pelo qual recebia de Carlos VII a França, despojando-se o soberano, em favor dela, de todos os seus direitos sobre o Reino. Após ter ele assinado o documento, santa Joana d'Arc mandou lavrar um outro, pelo qual ela, em nome de Deus, entregava novamente ao monarca o Reino da França!
Trecho do Livro

LIVRO - O PODER DA MENTE

Segundo Freud, o ser humano não é movido apenas por sua parte consciente. Grande parte das ações humanas é influenciada poderosamente por uma porção da psique humana que não é plenamente percebida pela nossa consciência. É o chamado "inconsciente", também chamado por Freud de id, palavra em latim que significa "isso". O uso do termo "id" significa que é uma porção obscura, misteriosa da nossa psique. É composta pelos nossos instintos, desejos, medos e lembranças que foram rechaçados pela porção consciente da nossa psique em virtude de regras morais. É interessante observar que Freud não foi o primeiro a sugerir que somos influenciados por aspectos de nossa psique dos quais não temos plena consciência: o filósofo alemão Gottfried Leibniz já levantara essa questão no século XVII. A porção consciente de nossa psique, aquela da qual temos consciência permanente, é chamada por Freud de ego, palavra em latim que significa "eu". O nosso eu rejeita muitos de nossos pensamentos por eles irem contra as normas da ética, normas estas que, durante toda nossa vida, são absorvidas por nossa psique. Estas normas éticas que foram absorvidas por nossa psique são chamadas por Freud de superego, palavra em latim que significa "sobre o eu". Segundo Freud, a função destas normas éticas seria conciliar as vontades dos id das pessoas, tornando possível a existência das sociedades. Ou seja, o superego colocaria um limite nas exigências do id: o limite do aceitável pela sociedade.
          Dentro dessa estrutura tripartite da psique humana proposta por Freud (id, ego e superego), a função do ego seria conciliar as exigências normalmente antagônicas do id e do superego, achando um denominador comum entre ambos. Os pensamentos provenientes do id que não fossem aceitos pelo ego retornariam ao id, compondo os chamados "traumas", que se manifestariam no indivíduo através das "neuroses", ou seja, as doenças psíquicas. A terapêutica freudiana consiste em trazer à consciência do paciente, através de sua exposição oral, esses traumas, ou seja, essas lembranças reprimidas. A espontânea exposição desses fatos reprimidos, na sessão de psicanálise, teria o efeito de curar as doenças psíquicas. Esses desejos não satisfeitos no plano consciente e armazenados no inconsciente se manifestariam através dos sonhos. Durante os sonhos, esses desejos poderiam, enfim, ser satisfeitos. Em relação aos sonhos desagradáveis, os chamados "pesadelos", Freud os explicava como sendo frutos de inclinações sadomasoquistas (obtenção de prazer através do sofrimento de outras pessoas ou através do próprio sofrimento). Uma das críticas que se fazem a Freud é a pouca representatividade dos casos clínicos em que se baseou sua teoria: todos os pacientes de Freud pertenciam a um mesmo estrato social, a classe média vienense do final do século XIX e início do século XX. Visando a superar essa limitação de amostras e, dessa forma, dotar sua teoria de um maior alcance de aplicação, Freud estudou clássicos da literatura e da arte mundiais, buscando, desta forma, aplicar sua teoria em outros contextos culturais.

          Foi baseado no clássico de Sófocles (famoso escritor grego do século V a.C.) "Rei Édipo" que Freud idealizou o famoso "complexo de édipo", segundo o qual toda pessoa buscaria o prazer (representado simbolicamente pela figura materna), no que seria contido pelas leis da sociedade (representadas simbolicamente pela figura paterna). Na história do "Rei Édipo", Édipo mata o seu pai e se casa com sua mãe, embora só venha a descobrir a identidade deles após ter realizado tais atos. Quanto tem consciência dos seus atos hediondos, Édipo fura seus próprios olhos, como forma de autopunição. Segundo o complexo de édipo formulado por Freud, todo ser humano quer "se casar com a mãe" (sentir prazer), tal como fez Édipo, mas, para realizar isso, precisa antes "matar o seu rival, o pai" (se confrontar com as regras sociais). Como na história de Édipo, o "assassínio do pai" (violação das regras sociais) e o "casamento com a mãe" (obtenção do prazer) não podem ser permitidos pela sociedade, pois gerariam instabilidade. Essa não permissão da sociedade é representada, no clássico de Sófocles, pela autopunição de Édipo e seu exílio. Mais tarde, Freud levantou a possibilidade de este complexo estar representado também em outro clássico da literatura: "Macbeth", de William Shakespeare. Na obra desse autor inglês, o personagem-título mata o pai para se apoderar de seu trono (que representaria, simbolicamente, a figura materna, o prazer). Para Freud, a vida civilizada era uma luta constante entre o "princípio do prazer", representado pela busca do prazer ao qual todo ser almeja e o "princípio da realidade", que significa os limites que a sociedade, através de suas normas morais, impõe à realização do princípio do prazer. Este conflito permanente geraria um mal-estar na civilização, um "mal-estar na cultura", título da obra escrita por Freud em 1930. Ainda em relação à arte, Freud achava que o fenômeno artístico era muito semelhante à neurose: em ambos os casos, ocorria uma fuga da realidade, visando à superação da limitação imposta pela realidade aos desejos dos indivíduos. Só que a arte gerava um retorno prazeroso para o artista, através da reação agradecida do público diante da qualidade da obra artística, o que não acontecia no caso da neurose.
Trecho do Livro

LIVRO - SANTA MARIA, MÃE DE DEUS

Quando lemos os Evangelhos, podemos perceber que os Evangelistas tratam quase que exclusivamente da vida de Nosso Senhor; deixando pouco comentário a respeito de Maria, Mãe de Jesus.
Quantos de nós aqui temos pensado na vida e no trabalho desta mulher maravilhosa?
Será que Ela veio ao mundo apenas para dar a luz ao nosso Salvador?
É claro que não. Ela tinha uma missão muito especial aqui na Terra. Como também José e Jesus, tinham uma missão especial.
Joaquim e Ana viviam em Jerusalém. E naquele tempo, o casal que não tinha filhos. e segundo a crença, este fato significava não ser abençoado por Deus.
Um dia quando Joaquim se dirigia ao templo para levar oferendas, foi chamado de indigno pelo sacerdote; pois era um casal que não tinha descendência em Israel, isto é, não tinha filhos. A esterilidade era considerada desonra e até mesmo castigo. E Joaquim sentindo humilhado e muito triste, resolveu ir para o deserto. Lá permaneceu por 40 dias em jejum, e no final deste período Joaquim recebeu a visita de um Anjo e ao mesmo tempo, Ana sua esposa, também recebeu uma visita angélica, dizendo que Deus havia ouvido suas preces e que lhes daria uma descendência.
Podemos verificar que este tempo sozinho no deserto foi um período de provações e preparo espiritual para receber Aquela que havia de trazer ao mundo o Filho de Deus.
E a alma de Maria veio ao mundo livre de pecado original, sem mancha alguma, mas radiante de graças divinas. Isto é, foi concebida livre do desejo e da paixão. Aos 3 anos de idade Maria foi ao templo para ser consagrada a Deus. Maria foi educada pela própria mãe a Santa Ana e para os ensinamentos espirituais frequentou o templo dos Essênios.
E quando Maria atingiu a idade para contrair matrimônio, como era de costume, apareceram alguns pretendentes trazendo em suas mãos uma vara. Pois, segundo a crença, aquele cuja vara florescesse seria o esposo de Maria. E a única vara que floresceu foi a de José e sobre a qual apareceu o Espírito Santo sob forma de uma pomba. E José aceitou casar-se com Maria, mesmo sabendo que ela havia sido consagrada a Deus, isto é, havia feito voto de castidade.
Após o matrimonio, o casal foi guiado por seus guardiões Angélicos para morar próximo a Jerusalém. Maria era a perfeita dona-de-casa e era também a mais elevada iniciada das mulheres. Ela se dedicava amorosamente ao preparo de lã e do linho para vestir os pobres, inclusive a túnica usada por Cristo na crucificação foi tecida por ela.
No Mundo Físico esse era seu trabalho, mas também tinha outra incumbência; Maria já havia começado sua preparação iniciática para receber o grande presente de ser a Mãe do Salvador.
E para receber a Anunciação, que seria mãe de um ser iluminado, Ela preparou seu corpo espiritual através dos Nove Mistérios Menores ou Nove Iniciações ou nove Estratos da Terra, como Max Heindel descreve no Conceito Rosacruz do Cosmos. E a cada degrau de iniciação foi lhe revelando estes estratos gradualmente. Com estes nove passos Maria tornou-se consciente de toda sua evolução passada, isto é, tornou-se capaz de compreender a existência da constituição do Tríplice Corpo, Tríplice Alma e Tríplice Espírito.
Maria também foi submetida ao teste dado por Salomão, e como tal escolheu ao mais elevado: “Maria, conquistaste a graça em meus Olhos, nada lhe pode ser negado até a metade do meu Reino”. E Maria replicou: “Para mim nada quero; tudo que peço é para a raça humana”.
Diante de tanta pureza e bondade Maria recebe a Anunciação, onde lemos em Lucas Cap.1,26-28: “No sexto mês, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. Entrando o Anjo disse-lhe: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo”.
Maria já estava acostumada com as visitas de Anjos, porém não conseguia compreender o sentido da mensagem dada pelo Anjo Gabriel, pois em seu íntimo desejava apenas ser a serva de Deus. Mas, o Anjo compreendendo sua aflição continuou: “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo e o Senhor Deus lhe dará o trono do seu pai Davi... e seu reino não terá fim. E Maria pergunta: “Como se fará isto, pois não conheço homem?”
Quando Ele diz a Maria: “Não temas”, queria explicar que não havia nada de incompatível com o voto de castidade, pois havia encontrado o privilégio do Senhor devido a sua pureza anímica. Ela não conceberia um filho na forma comum, mas que o Espírito Santo virá e a protegerá contra os desejos da carne.
E o Anjo continua dizendo: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus”.
E Maria aceitando e compreendendo sua bela missão responde “Eis aqui a escrava do Senhor. Cumpra-se em mim segundo a tua palavra”. E o Anjo Gabriel foi embora dando por cumprida sua missão.

Assim, Maria passa a ser o símbolo da pureza, o ideal feminino, o padrão perfeito de cada futura mãe.

LIVRO - A NATIVIDADE DE JESUS CRISTO

O anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré, para falar com uma virgem que era noiva de José, um carpinteiro, descendente do rei Davi. O nome da virgem era Maria. Entrando onde Maria estava, o anjo disse:
“Ave cheia de graça, o Senhor está com você ”
Ela assustou-se e pôs-se a pensar o que significariam essas palavras. Disse-lhe então o anjo:
“Não tenha medo, Maria…”
E o anjo lhe contou que ela havia sido escolhida para ser a mãe do Filho de Deus. Ela não entendeu como ficaria grávida, porque não era casada, mas o anjo explicou:
“O Espírito Santo virá sobre você e a força do Altíssimo a envolverá com a sua sombra…”
O anjo também contou sobre Isabel que, mesmo velha, já estava no sexto mês de gravidez:
“A Deus nenhuma coisa é impossível.”
Então Maria disse:
“Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a Sua palavra.”
E o anjo afastou-se dela.

(Lc 1,26-38)

O LIVRO PROIBIDO

Antes de terminar de escrever esse livro, resolvi ler “Cinquenta Tons de Cinza”, para ter uma idéia melhor de como escrever com conteúdo erótico.  O livro conta a história de Anastásia Steele, uma jovem e ingênua estudante de literatura que aos 21 anos nunca teve um namorado. Ana, como prefere ser chamada, é uma mulher bonita, inteligente, mas extremamente desastrada. Ela mora com a amiga autoritária Katherine Kavanagh – ou simplesmente Kate –, que estuda jornalismo. Kate consegue marcar um horário para entrevistar Christian Grey, um bilionário de 28 anos que comanda um negócio multinacional. Não obstante, ela acaba adoecendo no dia da entrevista e solicita que Ana a realize em seu lugar. Ana corresponde ao pedido de Kate e nem imagina os rumos que sua vida iria tomar após aquele dia.
Quando Ana e Christian se conhecem, logo sentem uma forte atração um pelo outro. Apesar de sua inexperiência, Ana parece decidida a encarar um relacionamento e se entregar ao amor. Christian, por sua vez, é um homem com preferências estranhas e isso faz Ana hesitar em um primeiro momento. 
Não demora muito para que eles embarquem num intenso e sensual caso de amor. Ana ignora completamente os conselhos de sua amiga Kate e se deixa seduzir pelo homem que, para ela, é sinônimo de perfeição. Ela descobre mais sobre seus próprios desejos e se choca ao descobrir também que por trás daquele homem de sucesso existe um passado misterioso de segredos obscuros. 
Eu não avalio esse livro como ruim, mas ele ficou longe de entrar para a minha lista de favoritos. O que mais me chama atenção é que essa trilogia alcançou um sucesso estrondoso, principalmente entre o público feminino. 
Talvez a grande jogada da autora tenha sido criar uma protagonista bonita, com autoestima quase nula e absurdamente ingênua. A mocinha boba que se apaixona pelo bilionário atraente e é correspondida (mesmo que de maneira estranha), foi a aposta de E. L. James. 
As semelhanças com a saga Crepúsculo foram visíveis, por conta do “burburinho” acerca dessa trilogia. Nas primeiras páginas, gostei do desenvolvimento da narrativa e de como a protagonista fora apresentada. Contudo, no decorrer dos capítulos ficou chato quando Ana revirava os olhos, dizia os mesmos palavrões, mordia o lábio inferior, discutia com a sua “deusa interior” e com o seu inconsciente. No início foi interessante, cômico até. Depois ficou cansativo. Em um determinado momento do livro, alguns personagens simplesmente desaparecem e toda a trama fica concentrada em Ana e Christian. A grande parte do livro se resume em sexo, sexo e mais sexo. As cenas picantes ficaram repetitivas e os diálogos muito superficiais. 
Foi um acerto da autora quando o casal passou a se comunicar por e-mails. A leitura ficou mais leve e fluiu melhor. Além disso, os mistérios sobre o passado de Christian deram ritmo ao livro e despertam a curiosidade do leitor. Ponto para E. L. James! Os segredos que o “Sr. Perfeição” esconde, alavancam o interesse em ler o segundo volume. 
O livro pode ser facilmente manuseado, o tamanho da fonte também contribui para uma boa leitura. A Editora Intrínseca caprichou, não há queixas quanto a isso. “Cinquenta tons de cinza” é um livro de conteúdo erótico, portanto, destinado a maiores de 18 anos. Por isso, não recomendo a leitura a qualquer pessoa, da mesma forma que não recomendo esse meu livro para menores. Aprendi que escrever sobre erotismo e sensualidade sem usar palavras chulas, não faz sentido, não completa o que o leitor espera do outro lado. De qualquer forma, como escritor quero passar por várias experiências e escrever sobre todos os temas, até achar o meu tema mais forte, o meu tema ideal. Até lá, vou agradar e desagradar muita gente, vai ser estranho para alguns e compreensivo para outros, mas na essência vou encontrar o caminho certo para minhas letras.
Antonio Auggusto João



LIVRO - ROSAS SEM CHEIRO

ROSAS SEM CHEIRO,


Se pudesse, voltaria no tempo pra corrigir um momento de minha vida: Quando amei demais. Amar demais pode ter sido minha maior doença. Mata-nos aos poucos, pelas beiradas da alma, pelos cantos da razão, no meio do coração - Como um tiro no peito: Infarto agudo da alma. Se tivesse sido um Super-Herói, eu teria dado várias voltas ao redor da terra. Não para ressuscitar o passado, nem para salvar a mulher que amei... Mas pra trazer de volta as cores que deixaram de habitar os meus jardins, de matos cinza, terras negras,[ rastros sem saída ]... De plantas murchas e Rosas sem Cheiro

LIVRO - POÉTICA

CORRA PRA MIM

Se o teu coração está triste,
Alguém te feriu e machucou tua alma,
De certo, não quero chamar sua atenção...
Não peço que me ame, sei que você não tem nada a perder,
Nada pra pagar, nada pra escolher...
Não sei se é certo chamar sua atenção,
Não sei... Mas, se não tiver outra opção...
Se o teu coração insiste em ficar triste,
Não hesite: Corra pra mim... Estarei aqui, hoje e amanhã.
Na imensidão de todos os mares, nos desertos...

Até mesmo quando as estrelas, uma a uma estiverem se apagando... Corra pra mim...
Trecho do Livro

LIVRO - AS ROSAS SOBRE A MESA

AS ROSAS SOBRE A MESA

( Elas  não vivem mais... )
Os discos, os livros... Estes,  não vou deixar você levar,
Não vão lhe fazer falta.
Da cabeceira da cama, pode tirar o teu retrato,
Não vou querer recordar
Quando passar pelo jardim, não deixe rastros sem saídas,
Não pise fundo nas terras negras, não destrua o meu jardim... É de lá que vem a inspiração  pr´os  meus versos,
Pra minha vida... Vem de lá o acalento pra minha dor,
A energia contra minha tristeza...
Não toque os lírios, não machuque as pétalas,
Deixe de sentir o cheiro dos jasmins...
Ao sair, não bata a porta... Eu não estou vendo a tua ira
Passando pela sala de estar, junto à mesa de jantar,
Não se esqueça de pegar  AS ROSAS SOBRE A MESA
Elas não vivem mais...
Ficaram murchas,
(Cresceram-se os espinhos),
Secaram com o tempo...
Morreram assim como o amor,
Que um dia...
Eu e você  pensamos ter existido.

LIVRO - PÁSSARO CONDOR

PALHAÇO
Ainda que eu andasse só e desencorajado,
Da minha vida em descompasso,
Não vou lhe pagar de PALHAÇO,
Mesmo caído no chão...
Fugiu de mim toda alegria,
Sobraram mágoas – Agonia,
Não vou ficar na tua mira – Bala de Canhão...
Eu vou sorrir, mas de desgosto,
Veja as marcas do meu rosto,
Pintadas de emoção...
E quando a minha mágoa passar [ Vai passar ],
Eu vou mudar o meu semblante,
Te mandarei um terno abraço,
Agora sim,  eu sou PALHAÇO,
Eu voltarei a sorrir...